Diocese realiza 1º Encontro Diocesano para funcionários

Diocese de Nova Friburgo, 17 de maio de 2022
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Na semana após o feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho, mais de 70 colaboradores da Mitra Diocesana reuniram-se na manhã de 4 de maio, para participar do Encontro Diocesano de Funcionários. O Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, esteve presente no evento, assim como o Coordenador Diocesano de Pastoral, Pe. Alexandre Albuquerque, e o Vigário Geral da Diocese, Pe. Jorge Eduardo Coimbra do Almo.

Zeladores, motoristas, auxiliares de serviços gerais e de manutenção, recepcionistas, entre outros funcionários das paróquias e da Cúria Diocesana, vivenciaram momentos de espiritualidade, descontração, formação, culminando com a Santa Missa, presidida pelo Bispo.  Não participaram apenas os secretários paroquiais, que tiveram seu encontro em setembro passado

 

Nas palavras iniciais, tanto Dom Luiz Antonio quanto o Pe. Alexandre manifestaram a alegria em receber cada um dos colaboradores que compõem a família Mitra Diocesana, e afirmaram ser este momento fruto do Encontro Diocesano de Secretários Paroquiais, um pedido do grupo.

Após a apresentação dos participantes, Pe. Mauro Nunes, Vice-Coordenador Diocesano de Pastoral, iniciou uma fala a respeito da Dignidade do trabalho, exibindo um trecho do filme Tempos Modernos de Charles Chaplin, para motivar a reflexão.

- Falar da dignidade do trabalho é falar do valor do trabalho, de sua honra, mas também do que ele dignifica. ‘O trabalho dignifica o homem’. Já ouvimos tanto essa frase! O trabalho é para dignificar, mas todos têm direito ao descanso. No trabalho buscamos dignidade e alegria, mas também pelo trabalho temos o fruto sobre a nossa mesa – disse Pe. Mauro.

O presbítero trouxe para a reflexão o trabalho de São José, patrono dos trabalhadores, utilizando alguns trechos da Encíclica Patris Corde (Coração de Pai), Papa Francisco no Ano de São José, reforçando que nesta Carta Apostólica há um capítulo intitulado: Pai Trabalhador.

 

O sacerdote destacou o olhar do Papa Francisco acerca da relação de São José com o trabalho, descrito nesta Carta Apostólica. “São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da família. Com ele, Jesus aprendeu o valor do trabalho, a dignidade e alegria do que significa comer o pão, fruto do próprio trabalho” (Papa Francisco, Patris Corde).  

Antes de concluir, o presbítero trouxe ainda alguns trechos sobre o que diz a Doutrina Social da Igreja sobre a dignidade do trabalho, e enfatizou. “Sem trabalho geram-se muitas coisas. Por isso, a Igreja está sempre atenta a esta questão para iluminar a sociedade a progredir no que se refere à dimensão do trabalho. O trabalho traz bem-estar à sociedade e faz as pessoas felizes. Trabalhar com amor e carinho faz bem para você e para quem está ao seu redor”.

Por fim, rezou junto aos colaboradores a Oração do Ano de São José: Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria! A vós, Deus confiou o seu Filho; em vós, Maria depositou a sua confiança; convosco, Cristo tornou-Se homem. Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós e guiai-nos no caminho da vida. Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem, e defendei-nos de todo o mal. Amém.

 

Mais adiante, falou ao grupo ali reunido o Diácono Transitório, César Agostinho Júnior. Primeiramente, o palestrante enfatizou que “quando falamos do trabalho, a primeira pessoa que nos vem à mente é São José.  São José ao olhar para a Virgem Maria e para Jesus, após um dia árduo, entendia que o trabalho tinha valor, pois o permitia cuidar dos tesouros que Deus lhe havia confiado”.

- Quando olhamos pela ótica de Deus entendemos que o trabalho é para nos dignificar, mas quando olhamos o trabalho fora da ótica de Deus o que tem valor? O dinheiro. Mas o que fazer se as coisas mais importantes que temos na nossa vida, o dinheiro não é capaz de comprar? Um 1kg de amor, quem compra? 100g de amizade? 1g de misericórdia quem consegue comprar – indagou.

“O nosso trabalho é um local de encontro com Deus e com os irmãos. O trabalho é para nós um dom de Deus e quando exercemos por amor a Ele estamos colaborando para o projeto salvífico de Deus. Precisamos acreditar que através do nosso trabalho somos capazes de arrastar uma multidão para o céu”, finalizou Diácono César.

Em seguida, chegou a vez de Dom Luiz Antonio conversar com os participantes.

- Chamamos vocês não só de funcionários, mas colaboradores, pois todos somos colaboradores de Deus. Do trabalho mais humilde até o mais importante, todo trabalho tem o seu valor. Jesus diz: ‘não chamo vocês de servos, mas de amigos’. Somos amigos de Jesus nesta obra! Após lavar os pés dos apóstolos Jesus diz: ‘se vocês compreenderem o que eu fiz, serão felizes’. Quando nos colocamos a serviço de Deus, somos felizes, encontramos a felicidade verdadeira e duradoura – exortou o Bispo.

 

Prosseguindo, Dom Luiz Antonio acrescentou. “Vocês contribuem conosco, colaboram conosco e com Deus na obra de evangelizar. Sintam-se membros dessa família chamada Igreja. Vocês colaboram conosco para que possamos cumprir a nossa missão, acolhendo bem, cuidando bem. Minha gratidão sincera por vocês colaborarem conosco”, expressou.

Após este momento, todos dirigiram-se para a capela da Casa de Formação para participar da Santa Missa, presidida por Dom Luiz Antonio. Finalizando o encontro houve um almoço.

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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