Bispo preside Missa em louvor à padroeira da Capela Nossa Senhora Aparecida, em Nova Friburgo

Diocese de Nova Friburgo, 16 de outubro de 2020
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Viva Nossa Senhora Aparecida! Essas foram as palavras do Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, ao iniciar a Santa Missa na manhã de 12 de outubro, na Capela Nossa Senhora Aparecida, situada no bairro Catarcione, em Nova Friburgo. Neste dia dedicado à padroeira do Brasil, a comunidade acompanhada de seu Pároco, Pe. Gelcimar Petinati, recebeu o Epíscopo com alegria, expressando profunda devoção à Mãe Aparecida.

“Que bom estar na casa da Mãe, celebrando a padroeira. É uma alegria imensa estar com vocês! Mesmo neste tempo de pandemia com dificuldades e restrições, estamos aqui para agradecer a Nossa Senhora por nós e pelo nosso Brasil”, disse Dom Luiz Antonio no princípio da homilia saudando ainda as crianças, afinal este dia também é dedicado a elas. “Que as crianças também possam se sentir abrigadas sob o manto da Mãe e conduzidas pelo Anjo da Guarda para que possam sempre caminhar no caminho do bem, do amor e da paz”, desejou aos pequeninos.

Rezando pelo Brasil, pelo povo, pelos governantes, pedindo a Deus por um país mais justo, fraterno e menos desigual, o Bispo Diocesano lembrou que Nossa Senhora Aparecida foi um grande sinal naquele um contexto de dor da escravidão, contudo lamentou os resíduos e as consequências deste tempo sofrido que continuam até hoje. “Ainda temos um longo caminho de superação da desigualdade e do preconceito. Mesmo com a aparição da Mãe Negra, os nossos irmãos negros continuam sofrendo tanto. Estamos procurando compreender a mensagem de Aparecida, mensagem de igualdade, fraternidade e respeito. Já se passaram 300 anos e quanto preconceito ainda entre nós? Precisamos pensar nisso hoje. É a festa da Mãe, ela ama, mas também corrige”, alertou.  

 

O Epíscopo convidou o povo brasileiro a retomar sua vocação ao amor, à solidariedade, à alegria, à ajuda mútua, deixando de lado o ódio tão disseminado por meio das redes sociais, convocando todos a viverem na paz e na verdade. “Somos feitos para amar e a paz que queremos é fruto da justiça, mas sem justiça e sem perdão nunca haverá a paz verdadeira”, lembrou. Destacando a Primeira Leitura e o Salmo desse dia, sublinhou as palavras da Rainha Ester que pediu ao rei por sua vida, mas desejou, primeiramente, a vida de seu povo.

- O desejo é maior que o pedido. Quando desejamos algo é muito mais profundo. Ela pede pela sua vida, mas deseja a vida de seu povo. Essa é a oração cristã. Pedimos por nós sim, pela nossa vida, que tem valor e dignidade, mas desejamos a vida do nosso povo, vida com qualidade, com igualdade, justiça e respeito... Quem também desejou isso? Jesus Cristo: eu vim para que todos tenham vida em abundância... Precisamos aprender com Ester a rezar por nós, pelo povo e de forma especial pelos mais necessitados – disse.

A parte final da pregação foi dedicada à reflexão acerca do Evangelho do dia (Jo 2), narrativa das Bodas de Caná, do qual Dom Luiz Antonio destacou a presença de Maria num momento de alegria na vida daquele casal.  

- Maria participa não só das nossas dores, mas também está presente em nossas alegrias, ou seja, é a Mãe que está presente na cruz e presente numa festa de casamento. Onde está a Mãe, está o Filho. Onde está o filho, está a Igreja. Aqui, os Apóstolos representam a Igreja, a Igreja presente em nossa vida, no nascimento, na morte, nas alegrias, na tristeza, nas cruzes, nas dificuldades. Costumo dizer: não vamos chamar Maria apenas para os momentos difíceis, chame Maria também nos momentos de festa. Guardem isso! Qualquer momento de alegria, chame Nossa Senhora, a Mãe também gosta de festa!

Prosseguindo com a reflexão, concluiu.

- Temos uma mãe atenta às nossas necessidades... Ela notou que havia acabado o vinho, as talhas estavam vazias. O vinho representa Jesus, Ele é o motivo da nossa alegria, o fundamento da nossa existência, o sentido da nossa vida. Quando acaba o Vinho, tudo se esvazia. Sem perceber a nossa vida vai se esvaziando, acaba o Vinho, as talhas ficam secas... Olha o que disse Maria para Jesus: eles não têm mais Vinho... Não é o vinho bebida, mas a fé, a alegria, a esperança! A festa vai acabar, a vida vai perder o sentido, Jesus transforma a água em vinho para a festa não acabar, para a nossa vida ter sentido, um motivo, alegria, esperança... Jesus é o que dá sentido a nossa vida, o motivo da nossa alegria. Ele é o Vinho novo... E Nossa Senhora quer dizer a Jesus: Meu Filho, eles têm Vinho, apenar da pandemia das dores, das dificuldades da vida o povo brasileiro têm Vinho!

 

Após a fecunda pregação, deu-se continuidade à celebração. Nos minutos finais a comunidade e o Pároco manifestaram, por meio de palavras e presentes, a alegria em receber o Epíscopo neste dia.

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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