Dom Paulo preside Missa em ação de graças pelo Dia das Mães

Diocese de Nova Friburgo, 13 de maio de 2020
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Na afetuosa manhã de 10 de maio, Dia das Mães, Dom Paulo Antônio De Conto presidiu a Missa em ação de graças por essa bonita data, rezado por cada mãe. A celebração aconteceu na Paróquia São Roque, em Olaria, havendo antes da Missa uma alvorada, com música ao vivo para as mães. A celebração foi transmitida pelas redes sociais da Diocese e da Paróquia São Roque.

Das janelas, portões, sacadas, telhados e terraços do bairro, muitos fiéis acompanhavam a bonita homenagem àquelas que receberam do Senhor o dom de em seu ventre gerar a vida. Mesmo de longe, a música com certeza cumpriu o seu papel: alcançar lugares onde nem mesmo uma palavra pode tocar. Ao som das notas do sax do músico Alexsandro Lamego, as mães do bairro acordaram tendo o coração acalentado neste tempo em que o distanciamento social, até mesmo dos filhos, se faz duramente necessário.

Ainda na área externa do templo, Dom Paulo saudou às mães trazendo à tona as palavras do Papa Pio XII que dizia: dá-me boas mães e eu salvarei o mundo, e complementou. “Vejam a importância da mãe na vida de todos nós. Lembro da minha que está no céu. Ela teve 12 filhos. E através dela lembro de todas as mães santas que estão ao nosso redor. Viva todas as mães”!

Adentrando no templo acompanhado pelo Pároco da comunidade anfitriã, Pe. Alexandre Albuquerque, o Epíscopo deu início à celebração. Na pregação, recordou que este é o 5º domingo da Páscoa, no qual a Liturgia nos mostra Jesus falando sobre o Pai do Céu e nos ofertando um grande e precioso presente: uma morada preparada por Ele junto ao Pai. “Como é bonito termos uma casa que nos espera, prometida por Jesus... Sabemos que vivendo bem aqui na terra temos uma casa bem bonita lá no céu”.

Sobre o Dia das Mães, recordou o bonito testemunho de sua mãe que há mais de 40 anos fez a sua Páscoa, e disse.

- Hoje cedo na oração, lembrei muito de minha mãe. Somos 12 irmãos, sou o quarto filho. Quando nasci era para morrer, foi um desespero total. Minha avó era parteira, haviam outras senhoras ajudando, muito derramamento de sangue. Um desespero terrível em meu nascimento. Naquela hora, minha mãe se comunicando com o Pai do Céu e com Nossa Senhora assim se expressou: se meu filho viver o oferecerei para ser padre. Lá começou a minha vocação. A saúde veio, fui para o Seminário aos 11 anos, fiquei padre aos 25 anos e a Igreja me chamou também para ser Bispo. Essa lembrança com a minha mãe quero que cada filho tenha com sua, depositando muito amor na mãe.

Em seguida recordou aos filhos que muitos levam o abraço, o carinho, o beijo da mãe, mas quando ela falece mudam de conceito.

- Para mim, a mãe nunca morre. Diariamente ao levantar a minha primeira oração é um abraço e um beijo na minha mãe. Recebo também um abraço um beijo dela, como também de meu pai que está no céu. Parece que quando a mãe morre fisicamente há um distanciamento. Existe um lugar como se fosse muito longe. O corpo se termina, mas o espírito tem que estar bem dentro do coração de cada um. Amar todos os dias a mãe é um dever de filho, mãe viva ou falecida sempre vive no coração. Por isso, coloco esse pensamento para que muitos possam olhar tantas mães que precisam do carinho dos filhos. A mãe nunca pode ser esquecida. Temos mães felizes, contentes, com os seus filhos, animadas com eles. Mas também existem aquelas que sofrem vendo os filhos longe, na prisão, abandonados, nas drogas – acrescentou.

Recordando a mãe de todas as mães: Nossa Senhora, falou sobre o sofrimento de Maria ao acompanhar a Paixão de Seu Filho, contudo destacou que aos pés da cruz no calvário Jesus nos deu Maria por mãe, motivando cada filho da Virgem Santíssima a ter uma relação de intimidade com a Mãe Maria. Por fim, falou às mães, sobretudo as que sofrem, uma pequena, porém motivadora palavra: ânimo!

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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