Celebrando o 3º Domingo da Páscoa, Dom Paulo transmite mensagem de fé e esperança às famílias

Diocese de Nova Friburgo, 28 de abril de 2020
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Com espírito de fé foi celebrada a Missa do 3º Domingo da Páscoa, em 29 de abril, na Paróquia São Roque, em Olaria – Nova Friburgo. Presidida pelo Administrador Apostólico, Dom Paulo Antônio De Conto, a celebração foi transmitida pelas redes sociais tanto da Diocese de Nova Friburgo quanto da comunidade anfitriã e pela Tv Real – Canal 15 de Nova Friburgo. Ladeando o Epíscopo estava o Pe. Alexandre Albuquerque, Pároco local, sacerdote que auxilia o Epíscopo no Governo da Diocese. A Santa Missa aconteceu na presença da relíquia de São Roque, o santo protetor contra a peste.


Dom Paulo iniciou a Missa acolhendo a todos, cerca de 600 pessoas (unindo ambas as redes sociais), que participaram virtualmente da celebração. Muitos desses fiéis estavam retratados nas fotografias afixadas aos bancos do templo. “Como é bom podermos celebrar esse domingo em unidade, embora todas as pessoas não estejam fisicamente presentes, mas aqui estamos nós”, ressaltou.


Dirigindo uma palavra de ânimo ao seu rebanho, falou especialmente à família, Igreja Doméstica, tão unida e participativa nas celebrações transmitidas ao vivo. “A família está reunida para descansar, dialogar, refletir, procurar saúde do corpo e do espírito para, quem sabe, voltar com mais ânimo e saúde para a comunidade e para o trabalho”. Tomando como fio condutor o Evangelho que narra a caminhada dos Discípulos de Emaus (Lc 24,13-35), iniciou a pregação.

- Mesmo tendo ouvido as mulheres anunciarem a ressurreição e comentários de que Jesus havia ressuscitado, os discípulos voltavam para casa. Iam tristes, pois estavam sempre com Ele, acreditam Nele e agora haviam matado Jesus. No caminho apareceu aquele personagem caminhando junto com eles, e os dois se interessaram em ouvir aquele homem. Ele sabia tanto sobre as escrituras, a história e sobre Jesus. Se entusiasmaram tanto que ao chegar casa convidaram: Vem conosco, fica aqui. Ele entrou na casa e na mesa ao partir o pão os dois reconheceram que era Jesus. Ficaram tão felizes e contentes que correram para Jerusalém, integraram-se ao grupo dos Apóstolos e disseram: realmente Jesus está vivo, ressuscitado – comentou.


Na oportunidade acrescentou que Jesus está no coração de cada um e todos ressuscitamos com Ele, pois “não estamos mortos, estamos vivos”. Também refletiu que este tempo em que o coronavírus se espalha pelo mundo e as famílias precisam ficar em casa, é um momento de muita reflexão, oração e escuta da Palavra de Deus. Recordou ainda que em muitos lares a família se reúne, toma a Bíblia, parando num tempo de qualidade para escutar Jesus falar para o pai, a mãe e os filhos.

Prosseguindo, acrescentou.

- Essa é a maneira de vivermos esse tempo. Os Apóstolos ficaram muito tempo sem a Missa, apenas ouvindo Jesus por anos. Só no último dia foram à Missa, quando Cristo instituiu o Sacerdócio e a Eucaristia, tiveram toda uma catequese e formação. Não é esse momento que Jesus agora quer de nós? Essa formação na família? Muitos estão reclamando que não têm a Eucaristia. Quem sabe mais atentos em casa e à doutrina vivam mais a fé com o pai, a mãe, os filhos, tendo em mãos a Palavra de Deus, para depois, num dado momento, com mais formação, alegria e entusiasmo possam participar também concretamente na comunidade e da Santa Eucaristia – indagou.

Motivando os fiéis, recordou que a Palavra de Deus é fundamental. “Não adianta a Eucaristia sem a Palavra, sem a vivência, sem entrar em contato com aquilo que Jesus pede encarecidamente a cada um: amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei (Jo 13, 34-35). Olhemos, Ele ficou 40 dias sozinho no deserto rezando e depois começou a girar sua vida pública em meio aos homens”.

Diante desta fala exortou.

- Família, coragem! Você não está sozinho, está com a família e Jesus está junto, como estava com os Discípulos de Emaús. Ele está bem ao lado, é só abrir os olhos! Ele está dando sua formação, sua catequese, sua doutrina, é só pegar o Evangelho e escutá-lo. E depois de viver aquele gesto bonito de Jesus no partir do pão, então as portas se abrem e todos voltam para a comunidade para dizer: Jesus está vivo, ressuscitado. Vamos viver essa dimensão grandiosa que é a Páscoa, então sim, as Igrejas se abrem para que todos com entusiasmo possam celebrar, mas antes precisamos de uma conversão.

Por fim, meditou sobre as três dimensões do pecado: pessoal, social e cósmica, e concluiu.

- O pecado atinge a natureza, o cosmos. O ar está contaminado por causa do homem, a água está poluída, as plantas sofrem, a natureza sofre e muitas vezes ela se revolta: temporais, granizo, seca, ela sofre e geme como em dores de parto esperando a libertação dos filhos de Deus. Será que não é isso que está sendo pedindo: essa libertação que começa na família, ouvindo a Palavra de Deus, a catequese de Jesus, e através do seu gesto descobrir que Ele está vivo? O mundo está cheio de ódio, rancor, de inveja, egoísmo. Todos queremos ver dias melhores com Jesus Ressuscitado. Meditemos em família com alegria e esperança de retornarmos à comunidade e dizer a todos: Jesus está vivo, Ressuscitado. É o nosso Salvador!

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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