Com transmissão ao vivo, Dom Paulo preside Missa da Festa da Misericórdia

Diocese de Nova Friburgo, 21 de abril de 2020
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Presidindo a Santa Missa do segundo Domingo da Páscoa (19/04), transmitida ao vivo pelas Redes Sociais, Dom Paulo Antônio De Conto, demonstrava imensa alegria ao celebrar a grande Festa da Misericórdia. Comunicando-se com as famílias que acompanhavam a Missa em suas casas, convidou todos a rezemos juntos, nesse domingo tão bonito dedicado à Divina Misericórdia.

Instituída pelo Papa João Paulo II, no começo no século XXI, no ano 2000, a Festa da Misericórdia é sempre realizada no segundo Domingo da Páscoa, seguindo o que o próprio Jesus pediu em uma das aparições à Irmã Faustina Kowalska, em 1931, na Polônia.

“Hoje, é um domingo especial. O dia da Misericórdia, que está intimamente ligado ao domingo da Páscoa. Todos olham e sentem essa bela imagem de Jesus Misericordioso. Do seu coração saem raios de luz, perdão, paz, amor, e brota a vida para todos”, disse o Administrador Apostólico ao iniciar a pregação, remetendo-se ao quadro de Jesus Misericordioso cunhado por Santa Faustina, seguindo as especificações do próprio Cristo:

“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que essa Imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar essa Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre os inimigos, e especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória” (Diário de Santa Faustina, nº 47).

“Com a Ressurreição de Jesus nos sentimos salvos”. Com esta afirmativa, Dom Paulo conduziu os fiéis à reflexão sobre o Evangelho do dia (Jo 20,19-31), relato da aparição de Jesus aos discípulos, que estavam às portas trancadas por medo, e exortou.

- Não tenhamos medo! Os Apóstolos tiveram... Mesmo crendo na Ressureição de Jesus se fechavam com as portas trancadas, dentro das salas, com medo dos judeus. Mas, Jesus apareceu e disse: sou eu, estou aqui. Até Tomé que não acreditava, quando viu teve que colocar as mãos nas chagas, no peito aberto, acreditar e dizer: Meu Senhor e Meu Deus! Jesus também chama a nossa atenção: não tenhas medo. Quantas pessoas agora estão fechadas dentro de casa temerosas, como estavam os Apóstolos... Mas Jesus os encorajou e mesmo depois de Pentecostes foram presos, mas testemunharam a vida e a Ressurreição de Jesus – disse indagando.

- E nós, que nesse período estamos trancados em nossas casas. Devemos perceber que Cristo entra, está conosco, ao nosso lado, se compadecendo. Está chorando também. E nós com Ele suplicando ao Pai do Céu que nos envie algo novo no corpo, no espírito e no psíquico. É na família que encontramos Jesus por meio da oração, do carinho, do afeto, do trabalho, da unidade que encontramos o consolo. Que Jesus misericordioso, derrame os seus raios de luz sobre todos.

Antes de concluir a pregação recordou um bonito testemunho que ouviu quando esteve no Santuário dedicado a Misericórdia, situado na Cracóvia – Polônia, durante um congresso realizado com a presença de 250 Bispos e mais de 10 mil fiéis de todas as partes do mundo. Lá, durante cinco dias, muitos testemunhos, orações, cantos e um relato comoveu a todos.

- Um senhor mulçumano sofreu um grave acidente em rodovia. Passou muito tempo em coma, se recuperou e depois já andando de carro, vislumbrou uma placa: Jesus misericórdia! Aí despertou: foi esse Jesus que me salvou! Na hora do acidente eu vi uma luz, ela entrou no meu coração e me salvou. Este homem levou o seu testemunho para esse congresso e disse: Jesus não só o salvava da morte, mas ele se converteu e se tornou um grande Apóstolo, anunciando para todos os lados a Misericórdia do Senhor.

Concluindo, convidou todos a tornarem-se mais misericordiosos, irradiando amor, perdão, querendo bem às pessoas, ajudando, animando, fazendo os outros felizes.

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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