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Viva a Mãe de Deus e nossa!


Em 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Esta grande solenidade da Virgem Mãe de Deus recorda sua presença.

A pequenina imagem de terracota encontrada em outubro de 1717, por três pescadores no Rio Paraíba do Sul, é reconhecida como uma ação direta de Deus em favor de seu povo. Os muitos sinais que acompanham este esplendido fato, recordam-nos a presença materna e consoladora da Mãe do Senhor na nossa história e na nossa terra, sempre atenta às necessidades dos seus filhos.

As redes vazias dos pobres pescadores que quase se romperam pela abundância de peixes após o “aparecimento” da enegrecida imagem da Imaculada Conceição, ainda hoje têm muito a nos dizer. Maria, na Sagrada escritura, é enaltecida por sua intercessão sempre constante.

A Virgem é evocada pela rainha Ester, que arriscou a vida para salvar o seu povo da condenação à morte. Maria, perfeita e completamente salva e redimida de todo pecado por pura graça de Deus! Mais que ninguém, ela pode cantar as palavras de Isaías: “Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas joias” (Is 61,10).

Maria pura e casta, totalmente agraciada, totalmente salva por Deus, não esquece de nós, filhos que o Filho, Jesus Cristo, lhe deu ao pé da cruz. Ela é a Mulher do Apocalipse, em luta constante contra a Serpente, o antigo Inimigo, que ameaça o Povo de Deus; ela é a Mulher que, em Caná, intercede pelos esposos, ensina-nos a fazer o que o Filho disser e cuida para que a água das nossas pobrezas e das nossas angústias seja transformada no vinho da alegria, fruto da ação do Espírito do Cristo ressuscitado (cf. D. Henrique Soares, homilia).

No atual cenário brasileiro e mundial, somos mais uma vez conduzidos aos pés da Virgem Mãe de Deus e clamar sua intercessão. Nossas redes estão vazias. Falta-nos alegria, esperança, confiança. E mais uma vez ela recolhe nossas necessidades e a apresenta cada uma delas ao seu Filho.

Roguemos à Rainha e Padroeira do Brasil que nos acompanhe em nossas dores, que interceda por nosso país diante de tantas limitações políticas ou sociais ou ecológicas, que ferem a liberdade e a dignidade dos brasileiros e impedem o crescimento da justiça e da paz. Que Ela nos ajude a crescer e a nos libertar continuamente.

Ajuda-nos, Mãe de Deus e Mãe nossa, ajuda-nos a construir um Brasil mais cristão, mais justo, mais decente, mais pacífico e solidário, e que, pelas tuas preces maternas, jorre para nós o vinho bom da alegria e sejamos todos, um dia, herdeiros do Reino dos Céus. Amém”!


Nova Friburgo-RJ, 12 de outubro de 2021


Pe Aurecir Martins de Melo Junior
Assessor Diocesano da Pastoral da Comunicação


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