Acessos: 362

Setembro Amarelo


Abrindo o mês de setembro, vamos tratar de um tema, que apesar de crucial para o momento que estamos vivenciando, ainda é um tabu.

O suicídio é uma triste realidade que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens.

Entendendo a urgência em tratar o tema, o Centro de Valorização da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria, iniciaram, em 2015, a campanha ‘Setembro Amarelo’. A proposta é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio e divulgar o tema, alertando a população sobre a importância de sua discussão.

O Papa Francisco, atento às urgências da humanidade, tratou do suicídio em sua conta do Twitter: “Quantas situações de usura somos obrigados a ver e quanto sofrimento e angústia existem nas famílias! E muitas vezes, no desespero, quantos homens acabam no suicídio porque não aguentam, não têm esperança, não têm uma mão estendida que os ajude, mas só uma mão que os obriga a pagar os juros. A usura é um pecado grave”.

O pontífice ainda apontou a pandemia como um agente catalisador para a perda de perspectiva e, por consequência, para o aumento dos casos de autoextermínio. Mas, ao mesmo tempo, o Santo Padre convida aos que sofrem a ouvir atentamente a voz de Jesus que nos chama à vida.

“Hoje, no drama da pandemia, perante tantas certezas que se desmoronam, diante de tantas expectativas traídas, no sentido de abandono que nos aperta o coração, Jesus diz a cada um: “Coragem! Abre o coração ao meu amor. Sentirás a consolação de Deus que te sustenta”. (Papa Francisco em 10 de setembro de 2020, Dia Mundial para a Prevenção do Suicídio, no twitter).

A Diocese de Nova Friburgo, ciente de sua responsabilidade em promover e defender a vida em todas as circunstâncias, abraça essa tão importante campanha e abre espaço para discussão sobre o tema. No próximo dia 15 de setembro, às 19h30min, em suas redes sociais, discutirá abertamente sobre este importante tema, com a participação do Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, e alguns sacerdotes. Contudo, sabemos que este ato não esgota a amplitude, necessidade e urgência do assunto.  Há muito o que se fazer.

Deste modo, cabe a cada um de nós, indivíduos, organizações sociais e entidades religiosas abrir espaço para discussão e acolhimento.


Nova Friburgo-RJ, 31 de agosto de 2021


Pe. Aurecir Martins de Melo Junior
Assessor Eclesiástico Diocesano da Pastoral da Comunicação


Compartilhe