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Viver é melhor que postar!


Com o advento tecnológico surgiram muitas mudanças no cotidiano social. Não restam dúvidas que o crescimento vertiginoso da internet tem mudado o conceito de comunicação e de socialização. O desenvolvimento do ambiente digital tem oferecido muitas oportunidades únicas para os indivíduos, principalmente no que diz respeito a sua formação pessoal. A agilidade na dinâmica comunicativa e informativa favorece um maior intercâmbio de experiências, bem como o desenvolvimento econômico abrindo novas oportunidades em muitas áreas, incluindo a saúde e a educação.

Podemos comprovar este fato com as inúmeras situações enfrentadas neste tempo de pandemia. O santo Padre ressalta que “as tecnologias abrem novos horizontes, especialmente para os menores que vivem em situações de dificuldade ou longe dos centros urbanos dos países mais industrializados” (14 nov. 2019).

Entretanto, diante do fascínio de tantos aspectos positivos, não se pode deixar de notar e denunciar as consequências negativas que, infelizmente, já estão enormemente difundidas e, muitas vezes, tão difíceis de remediar. Poderíamos elencar inúmeras situações, mas sem dúvida a pior delas é o aliciamento de toda a sociedade, que cada vez mais está dividida e se deixando conduzir por ideologias que visam apenas o interesse partidário.

Como uma voz profética o Papa Francisco alerta: “É necessário aumentar a sensibilização para os riscos inerentes ao desenvolvimento tecnológico descontrolado em todos os setores da sociedade. Ainda não compreendemos — e muitas vezes não queremos compreender — a gravidade da questão no seu conjunto e as suas consequências futuras!” (Idem).

Na luta pelo poder e pelo dinheiro das grandes empresas tecnológicas, nos tornamos meros produtos que são manipulados ao consumo e à cultura individualista do descarte.

Lançado recentemente, o documentário intitulado “O dilema das redes” chama atenção para este grande risco oferecido pela atual rendição às facilidades e distrações oferecidas pelas grandes redes sociais de comunicação. A impactante frase “Se você não paga pelo produto, o produto é você”, nos coloca diante de uma realidade alarmante.

Tristan Harris, um ex-designer do Google, explica durante o longa-metragem que há três objetivos principais na maior parte dos algoritmos criados pelos gigantes de tecnologia. “O de engajamento, para aumentar o seu uso, e te manter navegando. O de crescimento, para que você sempre convide amigos e os faça convidar outros amigos. E o objetivo de publicidade, para garantir que enquanto tudo acontece, estamos lucrando o máximo possível com anúncios”.

É indiscutível o enorme potencial dos instrumentos digitais, mas, ao mesmo tempo, as possíveis consequências devem ser combatidas. Apesar de toda evolução dos algoritmos utilizados no mundo da comunicação e informação, ainda persistem as feridas da sociedade. O tráfico de seres humanos, a organização do terrorismo, a propagação do ódio e do extremismo, a manipulação da informação e, lamentavelmente, o abuso de menores ainda encontram no mundo digital um campo aberto e fértil.

Em sua última encíclica, o Papa Francisco ao falar sobre a fraternidade e amizade social aponta ainda para outros perigos da sedução da evolução tecnológica como o isolamento e perda progressiva de contato com a realidade concreta. “Fazem falta gestos físicos, expressões do rosto, silêncios, linguagem corpórea e até o perfume, o tremor das mãos, o rubor, a transpiração, porque tudo isso fala e faz parte da comunicação humana” (Fratelli tutti, 43).

Cuidemos, pois, de viver a realidade concreta de nossas vidas construindo relações capazes de construir um mundo mais justo e fraterno.

Com o advento tecnológico surgiram muitas mudanças no cotidiano social. Não restam dúvidas que o crescimento vertiginoso da internet tem mudado o conceito de comunicação e de socialização. O desenvolvimento do ambiente digital tem oferecido muitas oportunidades únicas para os indivíduos, principalmente no que diz respeito a sua formação pessoal. A agilidade na dinâmica comunicativa e informativa favorece um maior intercâmbio de experiências, bem como o desenvolvimento econômico abrindo novas oportunidades em muitas áreas, incluindo a saúde e a educação.

Podemos comprovar este fato com as inúmeras situações enfrentadas neste tempo de pandemia. O santo Padre ressalta que “as tecnologias abrem novos horizontes, especialmente para os menores que vivem em situações de dificuldade ou longe dos centros urbanos dos países mais industrializados” (14 nov. 2019).

Entretanto, diante do fascínio de tantos aspectos positivos, não se pode deixar de notar e denunciar as consequências negativas que, infelizmente, já estão enormemente difundidas e, muitas vezes, tão difíceis de remediar. Poderíamos elencar inúmeras situações, mas sem dúvida a pior delas é o aliciamento de toda a sociedade, que cada vez mais está dividida e se deixando conduzir por ideologias que visam apenas o interesse partidário.

Como uma voz profética o Papa Francisco alerta: “É necessário aumentar a sensibilização para os riscos inerentes ao desenvolvimento tecnológico descontrolado em todos os setores da sociedade. Ainda não compreendemos — e muitas vezes não queremos compreender — a gravidade da questão no seu conjunto e as suas consequências futuras!” (Idem).

Na luta pelo poder e pelo dinheiro das grandes empresas tecnológicas, nos tornamos meros produtos que são manipulados ao consumo e à cultura individualista do descarte.

Lançado recentemente, o documentário intitulado “O dilema das redes” chama atenção para este grande risco oferecido pela atual rendição às facilidades e distrações oferecidas pelas grandes redes sociais de comunicação. A impactante frase “Se você não paga pelo produto, o produto é você”, nos coloca diante de uma realidade alarmante.

Tristan Harris, um ex-designer do Google, explica durante o longa-metragem que há três objetivos principais na maior parte dos algoritmos criados pelos gigantes de tecnologia. “O de engajamento, para aumentar o seu uso, e te manter navegando. O de crescimento, para que você sempre convide amigos e os faça convidar outros amigos. E o objetivo de publicidade, para garantir que enquanto tudo acontece, estamos lucrando o máximo possível com anúncios”.

É indiscutível o enorme potencial dos instrumentos digitais, mas, ao mesmo tempo, as possíveis consequências devem ser combatidas. Apesar de toda evolução dos algoritmos utilizados no mundo da comunicação e informação, ainda persistem as feridas da sociedade. O tráfico de seres humanos, a organização do terrorismo, a propagação do ódio e do extremismo, a manipulação da informação e, lamentavelmente, o abuso de menores ainda encontram no mundo digital um campo aberto e fértil.

Em sua última encíclica, o Papa Francisco ao falar sobre a fraternidade e amizade social aponta ainda para outros perigos da sedução da evolução tecnológica como o isolamento e perda progressiva de contato com a realidade concreta. “Fazem falta gestos físicos, expressões do rosto, silêncios, linguagem corpórea e até o perfume, o tremor das mãos, o rubor, a transpiração, porque tudo isso fala e faz parte da comunicação humana” (Fratelli tutti, 43).

Cuidemos, pois, de viver a realidade concreta de nossas vidas construindo relações capazes de construir um mundo mais justo e fraterno.


Nova Friburgo-RJ, 13 de outubro de 2020


Pe Aurecir Martins de Melo Junior
Coordenador Diocesano da Pastoral da Comunicação


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