O Salmo 24 inicia afirmando que “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe” (Sl 24,1), destacando a propriedade divina sobre o mundo e sua fundação nas águas primordiais (Sl 24,2). Em seguida, surge a interrogativa central: “Quem subirá ao monte do Senhor, quem poderá estar em sua casa santa?” (Sl 24,3). A resposta é clara e exigente: aqueles que possuem “mãos puras e coração reto”, que não se voltam para o falso nem juram em vão (Sl 24,4).
Esses justos recebem “a bênção do Senhor” e a vindicação do Deus salvador (Sl 24,5), formando a companhia daqueles que buscam o rosto de Deus (Sl 24,6). No contexto do Advento, este salmo se conecta perfeitamente à preparação para o Natal: assim como Israel aguardava o Messias, nós somos chamados a uma purificação interior para acolher Emmanuel, Deus conosco. São João Paulo II, em sua catequese sobre o salmo, descreve esta passagem como uma “entrada triunfal” no templo, aplicada na liturgia cristã à descida de Cristo ao limbo e à sua Ascensão, evocando a abertura das portas sagradas.
Sugestões melódicas: