Bispo preside Missa em louvor a São Francisco, mencionando nova encíclica do Papa Francisco: Fratelli tutti

Diocese de Nova Friburgo, 07 de outubro de 2020
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Celebrando a memória de São Francisco de Assis, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci presidiu a Santa Missa realizada na Paróquia Santo Antônio e São Francisco de Assis, localizada na região central de Nova Friburgo, na tarde de 3 de outubro. O Bispo Diocesano foi recebido pelo Pároco, Pe. Miguel Angel, e pelos paroquianos ali reunidos, contudo em número reduzido seguindo os protocolos da Covid-19.

Agradecendo o convite feito pelo Pe. Miguel Angel para celebrar a vigília do padroeiro, Dom Luiz Antonio dirigiu-se à comunidade que o recebeu com carinho neste dia, saudando ainda quem acompanhava ao vivo a transmissão desta celebração pelas redes sociais da Diocese de Nova Friburgo. “É a primeira visita que faço a essa paróquia. Por isso, estou muito feliz! Muito obrigado Pe. Miguel por estar aqui com vocês na véspera da festa do padroeiro”, expressou o Epíscopo.

 

Ainda nos minutos iniciais, Dom Luiz Antonio explicou que na tradição franciscana em 3 de outubro, véspera do dia do padroeiro, celebra-se o trânsito de São Francisco, ou seja, a sua morte, sua passagem para a casa do Pai. “Nesta véspera, nesta vigília, estamos aqui reunidos em torno do altar para agradecer a Deus que suscitou um santo tão importante para a vida da Igreja, sendo um exemplo muito atual para a nossa vida”, acrescentou o Sucessor dos Apóstolos.

Prosseguindo com a celebração, após a proclamação do Evangelho, o Bispo Diocesano conduziu a pregação. Em suas palavras iniciais salientou que São Francisco de Assis goza de estima de toda a humanidade, inclusive muitas denominações cristãs ou não têm um profundo respeito a São Francisco. “Ele é um Evangelho vivo na história da Igreja. Ele viveu o Evangelho com profundidade. Não é por acaso que muitos encontros com líderes religiosos de várias denominações aconteceram em Assis”, explicou o Prelado.

 

Teve destaque especial na pregação de Dom Luiz Antonio a nova encíclica do Papa Francisco, denominada Fratelli tutti (Todos irmãos), assinada pelo Pontífice diante do túmulo de São Francisco, neste dia 3 de outubro. Na referida, o Santo Padre aborda a fraternidade e a amizade social.

- Hoje, por feliz providência, o nosso Papa Francisco esteve em Assis e assinou a Encíclica Fratelli Tutti, ou seja, Todos irmãos. Foi assinada junto ao túmulo de São Francisco de Assis. Que sinal profético o Papa estar lá e nos presentear com uma encíclica que diz que somos todos irmãos! Nós sabemos disso, está no Evangelho, foi o que Jesus nos ensinou: quando chamamos Deus de Pai, somos todos irmãos! Então, por que uma encíclica nesse momento? Justamente para recordar, reafirmar que somos todos irmãos. Às vezes, com o tempo, as verdades do Evangelho vão sendo esquecidas, e saber que somos todos irmãos é a verdade mais básica. Mas, diante de tanto ódio, da indiferença, do egoísmo, do desrespeito, da falta de diálogo e de compreensão é importante retomar o tema da fraternidade. O Papa propõe isso, a fraternidade universal. Somos todos irmãos – declarou o Epíscopo recordando que diante de Deus somos todos irmãos e devemos viver como tal.  

Retornando a São Francisco, salientou que este teve a graça de receber os estigmas da Paixão de Jesus Cristo, lembrando que São Francisco foi tão próximo de Jesus que é chamado de o outro Cristo. Diante desta declaração acrescentou. “Devemos nos aproximar cada vez mais do modelo que São Francisco nos oferece, o modelo que Jesus apresentou para a vida cristã. São Francisco vivenciou o Evangelho. Viver o Evangelho no nosso dia a dia, isso é ser um outro Cristo, é ser cristão, é ser sal da terra e luz do mundo”.

 

Antes de encerrar a pregação, Dom Luiz Antonio enfatizou que para viver o Evangelho precisamos encontrar a novidade que São Paulo e São Francisco encontraram: carregar as marcas a Paixão de Cristo. “Não há vida cristã sem cruz e sem dores. Estramos no meio de uma pandemia, numa situação difícil, adversa. Somos cristãos, queremos viver essa fraternidade, mas sabemos que não é fácil, nem tudo depende de nós, temos a cruz, as dificuldades que fazem parte da vida humana. Mas devemos saber lidar com as dores. Precisamos saber unir as nossas dores às dores de Cristo”, concluiu.

Nos minutos finais da celebração em louvor a São Francisco, Pe. Miguel Angel manifestou palavras de gratidão ao Bispo Diocesano. “Em nome de toda comunidade, quero agradecer a Dom Luiz pela gentileza que teve em vir hoje celebrar conosco a festa de São Francisco de Assis, infelizmente num momento tão conturbado. Muitos gostariam de ter vindo, mas temos as limitações que a lei civil e a caridade nos impõem, pois podemos ser contaminados e também contaminar outras pessoas. Por isso devemos nos cuidar, para cuidar dos outros”.

Encerrando a celebração, às 18h, Dom Luiz rezou junto à comunidade o Ângelus, antes da benção final.

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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