NORTE: Recordando o Martírio de João Batista, comunidade macuquense recebe Dom Luiz Antonio

Diocese de Nova Friburgo, 01 de setembro de 2020
Acessos: 72


Nesse 29 de agosto,  dia em que a Igreja celebra o martírio de João Batista, o único santo cujos dois nascimentos são celebrados: o nascimento para a vida terrena (24/6) e o nascimento para a vida eterna (29/8), a Paróquia São João Batista, em Macuco,  se reuniu, às 19h, na Igreja Matriz Auxiliar, para a celebração da Santa Missa.  O Santo Sacrifício, presidido pelo Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, e concelebrado pelo Pe. Fernando Pacheco, ainda contou com a presença dos seminaristas macuquenses Daigo Oliveira e Paulo Sérgio.

Obedecendo às recomendações sanitárias, todos os cuidados foram tomados para receber com segurança os fiéis. Em sua acolhida o concelebrante externou o sentimento de gratidão pela presença do presbítero na paróquia macuquense. Visivelmente feliz, Dom Luiz Antonio agradeceu o convite para a celebração do Martírio do padroeiro, lembrando da impossibilidade da celebração da Natividade do Precursor do Salvador, por conta da pandemia. Ainda saudou os paroquianos, visitantes e autoridades civis.

 

Após a proclamação do Santo Evangelho fomos brindados por uma edificante homilia.

- João Batista foi o precursor de Jesus no nascimento e na morte. Estamos aqui, para coroar com a Santa Missa a preparação que vocês fizeram durante o novenário. Estamos na Capital do leite e do cimento. O cimento que constrói e o leite que alimenta. Celebramos numa Igreja em construção. Também somos construtores. Cada um aqui é um tijolo nessa obra, não só da igreja templo, mas da Igreja viva, da Igreja povo de Deus. Cada um é um tijolo, o cimento é o amor de Deus que nos une. E assim a gente vai construindo, a partir de Jesus Cristo. Ele é o alicerce. Construímos sempre a partir Dele. Estamos nesse mundo para construir. Essa é a missão de nosso padroeiro. Ele veio para preparar os caminhos do Senhor. Essa também é a nossa missão. E tendo cimento, podemos deixar a estrada ainda melhor. Precisamos também do alimento, do leite. E o nosso alimento é o próprio Jesus, é a palavra Dele, a Eucaristia, a oração que nutre a nossa vida. É bastante significativo estar aqui hoje. O profeta fala em nome de Deus. O profeta anuncia a palavra de Deus, denuncia aquilo que não está de acordo com a Palavra Dele e procura ser coerente, vivendo o que anuncia – disse.

Referindo-se ao Salmo, lembrou que devemos estar atentos ao que nossa boca fala e nossos dedos anunciam por meio da Internet, das redes sociais.

- O que anunciamos hoje com os recursos que temos? João Batista deu a vida por causa da verdade, da justiça. Ele estava preso e acorrentado. Vemos que desejavam prender e acorrentar a verdade. A verdade é Cristo. É dramático esse texto. Não é fácil celebrar o martírio de São João Batista. Sangue em meio a uma festa... É o mal presente no ser humano, na sociedade, em cada um de nós. Que o Senhor nos ajude a vencer o mal com o bem; a construir pontes, não muros; a usar o cimento de Deus para ligar pessoas, não para separar. Não deixemos que o mal nos contamine. Acolhamos a verdade, não a matemos. Que sejamos profetas no mundo, profetas da verdade, da justiça do amor e da paz, como foi João Batista. Que possamos preparar os caminhos do Senhor, deixar esse mundo um pouco melhor para aqueles que virão depois de nós.

Ainda em sua homilia, o celebrante rezou pela vocação dos leigos e parabenizou os catequistas, os educadores na fé de crianças, jovens e adultos.

 

Antes da bênção final, a Paróquia prestou uma singela homenagem a Dom Luiz Antonio.

- Somos suas ovelhas e muito nos alegra, ampara e fortalece a sua paternal presença. Estávamos ansiosos por ouvir sua voz. Apesar da impossibilidade do contato físico, pode estar certo de que estamos sentindo o calor de seu terno abraço. Somos uma comunidade movimentada. Temos um pastor muito comprometido no sentido de ganhar almas para o Reino de Deus. Nem mesmo a pandemia nos freou. Podemos afirmar que ainda estamos nos reinventando. Muitas vezes, a duras penas. Não nos rendemos à tempestade. Fomos oprimidos, mas não sucumbimos. Fomos abatidos, mas não fomos destruídos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. Tudo isso porque sabemos em quem depositamos nossa confiança e esperança. Também tomamos posse, naquele dia 4 de julho, de suas quatro humildes propostas: ‘Alegria, Gratidão, Misericórdia e Unidade’. Sabemos que “A alegria do Senhor é a nossa força”. E que essa força nos permita dar testemunho daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida – manifestou a comunidade.  

Terminada a Santa Missa, retornamos aos nossos lares gratos, felizes e convictos de que o Senhor fez em nós maravilhas.

Texto:Pascom Paróquia São João Batista (Macuco)
Foto:Pascom Paróquia São João Batista (Macuco)

 


Compartilhe