Após sua posse, Dom Luiz preside primeira Santa Missa com a presença dos fiéis no templo

Diocese de Nova Friburgo, 20 de julho de 2020
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A manhã de 19 de julho de 2020, 16º Domingo do Tempo Comum, tornou-se um momento memorável para o Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, que, após sua Posse Canônica presidiu, pela primeira vez a Santa Missa com a participação dos fiéis no templo, devido à pandemia de Covid-19. A cerimônia teve lugar na Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo, sendo transmitida pelos veículos de Comunicação oficiais da Diocese (Youtube e Facebook).

Seguindo as determinações vigentes no município de Nova Friburgo, as paróquias da cidade prepararam-se para receber os fiéis nas celebrações presenciais, seguindo do decreto municipal 625/2020, que estabelece as normas para a retomada das celebrações presenciais a partir de 13 de julho, a cada vez que a cidade encontre-se nas bandeiras amarela e verde, ou seja, período no qual a métrica semanal de ocupação dos leitos destinados aos casos de Covid-19 (suspeitos ou confirmados) esteja menor que 59%.

Atendendo às observações das autoridades sanitárias e com o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre os partícipes, a Catedral São João Batista realizou as cerimônias do domingo (19/07), em quatro horários distintos: 8h, 11h, 16h e 19h, havendo entre as celebrações o tempo necessário para a higienização do templo, dos bancos, dos sanitários, entre outros. Ao adentrar, os fiéis tiveram as mãos higienizadas com álcool 70% e o mesmo procedimento repetiu-se para receberem nas mãos a Sagrada Comunhão.

Visivelmente emocionado, Dom Luiz Antonio iniciou a celebração, realizada às 11h, enfatizando o quanto é “bom estarmos reunidos no amor de Cristo para participarmos da Santa Missa no dia do Senhor”. Neste mesmo momento, agradeceu ao Administrador Paroquial da Catedral, Pe. Thiago Robadey, e a todos os voluntários que colaboraram para receber com segurança os fiéis na Santa Missa, recordando que foram observados todos os limites de segurança e procedimentos de higienização determinados pelas autoridades civis e sanitárias.

“Para mim é motivo de grande emoção celebrar minha primeira Missa na Diocese de Nova Friburgo com a participação do povo”, disse o Epíscopo iniciando a pregação, recordando que a última celebração que presidiu com a presença dos fiéis no templo aconteceu em 15 de março de 2020, quando ainda era Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Niterói. “Era o 3º Domingo da Quaresma, o Evangelho da Samaritana (Jo 2), no qual Jesus nos diz que adoraríamos a Deus em espírito e em verdade no diálogo com a Samaritana. Depois disso as Missas presenciais foram suspensas, e nós adoramos a Deus em espírito e em verdade nas nossas casas, colaborando para vencermos essa pandemia. E hoje, aqui estamos em Nova Friburgo e essa Missa tem grande significado”, declarou.  

Falando a respeito das adversidades ocasionadas pela pandemia, frisou que estas não podem tirar de nós a esperança e a alegria, e complementou.

- Não vamos deixar que nada esfrie o nosso amor. Somos de Deus e tudo contribui para o bem daqueles que O amam. Nesse período, ficamos como a Samaritana com Jesus no poço. Não pudemos vir à Igreja, mas Jesus estava conosco, em nossa casa, nosso trabalho. Fizemos a experiência de ficar como a Samaritana e beber dessa água viva que é Dele, e não termina nunca, ela jorra para a vida eterna. Mesmo com o fechamento das Igrejas, com a não participação presencial na Santa Missa, nada acaba com essa água viva.

Enfatizando tema da Liturgia deste domingo, a Parábola do Joio e do Trigo (Mt 13,24-43), explicou que essa parábola deve ser compreendida à luz da misericórdia de Deus, e disse.

- Quanto mais humanos formos, mais santos seremos. E quanto mais santos formos, mas humanos seremos. Santidade significa ser humano, misericordioso, não podemos perder isso... Por isso, o justo deve ser humano. A justiça sem a humanidade se torna fria ela não muda ninguém, o que muda e transforma as pessoas é o amor. Se nós queremos vencer o joio, o mal, vencemos com amor, com humanidade, jamais com ódio. O ódio não elimina o mal, ele o aumenta. 

Prosseguindo com a reflexão, destacou algo interessante: o joio só aparece quando as espigas começam a se formar, quando os frutos começam a aparecer. Diante desta afirmativa, indagou aos partícipes: “Não é assim em nossa vida?”, e complementou. “Precisamos estar atentos! Não podemos perder a vigilância, pois na hora que os frutos aparecem, surge o joio, a tentação. O mal é a ausência do bem e nós precisamos vencer o mal com o bem. Vencemos o joio, o mal, sendo humanos e fazendo o bem. Jamais venceremos o mal com o ódio, com o desrespeito. Com essas leituras de hoje aprendemos a misericórdia e a paciência”.

Finalizando a pregação, o Bispo declarou. “Nesse tempo de pandemia o bem continuou crescendo”. Concluindo sua fala, recordou as palavras do Papa Francisco, que diz: “cuida do trigo e não perca a paz por causa do joio”, e acrescentou. “Vamos colocar o foco no trigo, ou seja, na bondade que existe nas pessoas. Ninguém é totalmente trigo e nem totalmente joio”, disse recordando que quem faz essa distinção é Deus, pois apenas ele poderia fazê-lo.

Logo após a benção final, às 12h, Dom Luiz Antonio rezou a oração do Ângelus junto à comunidade ali presente.

 


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