“A Palavra é criadora”, reflete Bispo em Santa Missa

Diocese de Nova Friburgo, 13 de julho de 2020
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No 15º Domingo do Tempo Comum (12/07), o Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, presidiu a Santa Missa na Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo, levando uma palavra de ânimo aos fiéis que acompanhavam de seus lares a transmissão ao vivo da celebração.

Ao iniciar a pregação, o Epíscopo enfatizou a Oração da Coleta, na qual o presidente da celebração recolhe todas as intenções já no início da Santa Missa, convidando os fiéis a mergulharem na profundidade das palavras ali descritas: “Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome”.

Após a leitura da oração, o Bispo refletiu. “Aqui temos um aceno para a misericórdia e à luz da Verdade podemos retomar o bom caminho”. Na oportunidade, convidou cada um a tomar a consciência de seus limites, voltar para o bom caminho, fugindo de tudo aquilo que não é conforme à fé cristã, abraçando o que é digno de um bom cristão: o amor, a misericórdia e a paz.

Refletindo a respeito do tema central da Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum: a Palavra, recordou que “a Palavra de Deus é criadora”. Sequencialmente destacou que Jesus é a Palavra do Pai, e disse. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Estamos nesse mundo para produzir bons frutos. Vamos acolher essa palavra com docilidade. Não é uma palavra fácil. Não é fácil ser cristão e seguir a Palavra de Deus... Mas precisamos fazer uma opção entre a Palavra de Deus ou outras palavras, mas a Palavra de Deus é a única que pode fecundar as nossas vidas, nos fazer brotar e florescer”.

Tomando por base o Evangelho desse domingo, narrativa da Parábola do Semeador (Mt 13,1-23), Dom Luiz enfatizou a pedagogia de Jesus, que de modo tão simples tocava a realizada concreta das pessoas, dizendo o quanto precisamos aprender com Jesus a transmitir a Boa Nova. Nesta parábola, por exemplo, o Mestre utiliza a figura de um semeador, fala sobre a terra e o cultivo, realidade absolutamente compreensível e próxima à multidão que está ali prestes a ouvir a sua palavra.

O Sucessor dos Apóstolos destacou ainda que um agricultor quando lança a semente prepara o terreno, mas Jesus, de modo diferente, nem sempre age assim, Ele semeia em todo tipo de terreno. Por fim, ao explicar as entrelinhas da Parábola do Semeador, comparou cada terreno ali citado com o coração humano, e, após sua fala, indagou todos que acompanhavam a transmissão da Missa ao vivo sobre que tipo de terreno somos e quais frutos estamos produzindo?

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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