Dom Luiz preside pela primeira vez a Santa Missa na Catedral Diocesana de Nova Friburgo

Diocese de Nova Friburgo, 26 de junho de 2020
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“Mas eu bem sei que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está”! Com essas palavras, Dom Luiz Antonio Lopes Ricci, Bispo eleito para pastorear a Diocese, iniciou a Santa Missa do dia 14 de junho, na Catedral Diocesana São João Batista, em Nova Friburgo. A celebração aconteceu durante a visita do futuro Bispo à Diocese, ocorrida entre os dias 12 e 16 de junho, com o intuito de promover alguns encaminhamentos, por meio de reuniões breves realizadas com toda a segurança.

Recepcionado pelo Pe. Thiago Robadey, Administrador Paroquial da Catedral, Dom Luiz Ricci caminhou pelo templo, visitou a Capela do Santíssimo Sacramento, onde ajoelhou-se em oração diante do Sacrário. Em seguida, presidiu a celebração ladeado pelo Administrador Apostólico, Dom Paulo Antonio De Conto; pelo Pe. Thiago Robadey e pelo Pe. Gelcimar Petinati, Pároco da Paróquia São Bento Abade.

Declarando a todos que esta é primeira vez que preside a Santa Missa na Catedral de Nova Friburgo, Dom Luiz iniciou a homilia manifestando a sua emoção em sentar-se na Cátedra do Bispo, mesmo ainda não estando empossado.

- É uma emoção muito grande sentar-me aos pés do crucificado, o cabeça, guia, Mestre e Pastor. É por amor a Ele e por vontade Dele que nos tornamos pastores. O Bispo é Sucessor dos Apóstolos, mas é por Jesus, por amor a Ele que apascentamos o seu povo, que também é nosso. É um prazer muito grande estar aqui já preparando a minha posse, que será 04 de julho aqui na Catedral. Será uma cerimônia reservada por conta da pandemia. Todos são convidados a acompanhar pelos meios de comunicação. Peço que me acompanhem e compreendam. Sei que muitos gostariam de estar aqui, não será possível, mas não faltarão oportunidades para nos encontrarmos. Vocês não estarão presencialmente aqui, mas certamente estaremos unidos em comunhão e orações – disse.

Destacando a Primeira Leitura (Ex 19,2-6ª), recordou que Moisés estava na montanha em oração, assim como ele (Dom Luiz) também subiu a montanha, rumo à Nova Friburgo, sua nova missão, e mencionou que “a montanha sempre é um local de encontro com Deus”. Prosseguindo, o Epíscopo recordou as alianças feitas entre Deus e os homens, enfatizando a Nova e Eterna, selada pelo sangue do Cordeiro, e indagou aos fiéis sobre como estão correspondendo a esta aliança e ao chamado de Deus. “Precisamos buscar a santidade por meio da nossa fé, da vivência, da escuta da Palavra de Deus e do nosso compromisso de amor, selado por meio da aliança que Ele estabeleceu conosco, pelo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo”, completou.

Ao evidenciar o Evangelho deste dia (Mt 9,36-10,8), narrativa de quando Jesus chamou seus doze discípulos e os enviou, Dom Luiz também lembrou que somos chamados por Deus e devemos atender ao apelo do Senhor e viver na alegria, no amor, no respeito, e disse. “Estamos em Nova Friburgo, a Diocese da Alegria! Portanto, não podemos perder a alegria jamais. Ela é fruto do Espírito Santo”. Ainda falando sobre o chamado, recordou as vocações, conclamando a comunidade diocesana a abraçar a questão vocacional, sobretudo a formação dos novos sacerdotes, estando sempre presente e incentivando.

Mencionando o lema da Campanha da Fraternidade 2020: ‘Viu, sentiu compaixão e cuidou dele’, inspirado na figura do Bom Samaritano (Lc 10,33-34), uniu a este o tema da Igreja em Saída, declarando que quem vê sente compaixão. Fazendo um paralelo entre este Evangelho e a atualidade, recordou tantos irmãos que necessitam ser alcançados por um olhar misericordioso, pois se encontram abatidos e cansados devido à pandemia, tempo de incertezas que mudou o cotidiano de todos. Ainda nesta linha de reflexão animou a comunidade diocesana a pela fé não se deixar abater.

Por fim, citando a transição entre o outono e o inverno, recordou que o outono de 2020, tempo no qual acontece a queda de folhagens e mudança no tom de sua coloração, também foi marcado pela ocorrência da pandemia. E, ao falar sobre a nova estação que está começando, exortou. “Agora começa o inverno. Mesmo na pandemia, não deixamos de florescer. E é tempo de produzir frutos também no inverno. Não vamos deixar que a frieza domine o nosso coração. Não se esqueçam: os Ipês florescem no inverno. Nós também queremos começar esta estação desse jeito: dando frutos no amor para a vida do mundo”.

Nos minutos finais da celebração, Pe. Thiago dirigiu palavras de gratidão e acolhida ao Epíscopo e lhe presenteou com uma bonita flor, gesto que selou com chave de ouro a celebração, sobretudo após a pregação e exortação sobre florescer para Deus, conduzida pelo Bispo eleito.

Texto:Grasiele Guimarães
Foto:Grasiele Guimarães

 


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