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A PALAVRA SE FEZ CARNE (JO 1,14)

A voz do pastorCaros amigos, o mês de setembro tradicionalmente é um tempo referencial para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus. As Sagradas Escrituras sempre estiveram muito presentes na vida do Povo de Deus. Mas, após o Concílio Vaticano II, a Bíblia passou a ocupar um espaço privilegiado na vida cotidiana dos cristãos, passou a ser mais lida na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão e em tantas outras reuniões, que se tornaram lugar oportuno para ouvir a vós de Deus.

Contudo, a acelerada dinâmica evolutiva da sociedade não pode ser desconsiderada na ação evangelizadora. O Papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, volta o olhar de toda Igreja para esta realidade. Refletindo, o Pontífice alertou que se não considerarmos a atual velocidade atingida pelas comunicações e a interessada seleção das informações a serem divulgadas pelos grandes meios de comunicação, a mensagem do Evangelho corre, mais do que nunca, o risco de parecer mutilada e reduzida a alguns dos seus aspectos secundários.

“Convém sermos realistas e não darmos por suposto que os nossos interlocutores conhecem o horizonte completo daquilo que dizemos ou que eles podem relacionar o nosso discurso com o núcleo essencial do Evangelho que lhe confere sentido, beleza e fascínio” (Evangelii Gaudium, 34).

Serve-nos de exemplo e meta a seguir a comunicação de Deus à humanidade, que em sua infinita bondade e sabedoria, se deu a conhecer por meio de Cristo, Verbo encarnado. O concílio Vaticano II, ensina que em virtude desta revelação, Deus fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admiti-los à comunhão com Ele.

Esta comunicação divina se “realiza por meio de ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido” (Dei Verbum, 2).

O anúncio da Verdade evangélica só será eficaz quando se tornar vida em nossa vida. A Palavra de Deus, ouvida e pregada por nós deve, assim como o Verbo Divino, encarnar-se neste mundo ferido pelo pecado.

É preciso seguir os caminhos que Cristo indicou ao assumir nossa humanidade, de modo especial a via da humildade, da justiça e da caridade. É neste sentido que as enormes e rápidas mudanças culturais influem diretamente no modo de pensar a evangelização. Exigem uma constante atenção ao exprimir as verdades de sempre numa linguagem que permita reconhecer a sua permanente novidade. “A renovação das formas de expressão torna-se necessária para transmitir ao homem de hoje a mensagem evangélica no seu significado imutável” (Ut Unum Sint, 19).

A Palavra já encarnada e sempre procurando encarnar-se, é essencial à evangelização, para a credibilidade do discurso da fé. Isto nos impele a uma vida coerente, conjugando o discurso com o testemunho de todos os dias, buscando realizar obras de justiça e caridade. Não pôr em prática, não levar à realidade a Palavra, é construir sobre a areia, permanecer na pura ideia, com discursos frios, vazios e distantes.

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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PARÓQUIAS DA DIOCESE

 

Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso