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“Neste encontro fraterno de pessoas todos nós ganhamos”, diz Bispo em Visita Pastoral

Receber a chegada do Sucessor dos Apóstolos é sempre motivo de alergia para uma comunidade paroquial, ainda mais quando esta presença vem acompanhada por conselhos, orientações, sugestões e grande proximidade entre as ovelhas e o seu Pastor. A Matriz Paroquial Santo Antônio e São Francisco de Assis, no Centro de Nova Friburgo, teve a oportunidade vivenciar este momento nos dias 18 e 19 de fevereiro, quando em Visita Canônica o Bispo, Dom Edney Gouvêa Mattoso, esteve na comunidade para conhecer mais de perto os as pastorais, movimento e os paroquianos.

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Primeiro dia

Um sábado repleto de atividades, marcou a presença do Epíscopo nesta Matriz. A acolhida ao Bispo aconteceu às 10h. Mais tarde, às 12h, houve a pausa para o almoço. A retomada dos trabalhos ocorreu às 14h, com uma reunião com os Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE’s) e, sequencialmente, com o Conselho Paroquial Econômico (COPAE). Às 17h, chegou o momento dos Catequistas se encontrarem com o Prelado.

Primeiro dio 1

Ficou reservado para às 18h, o momento mais sublime deste primeiro dia: a Santa Missa, presidida pelo Bispo. Concelebraram o Pároco, Pe. Jandir Corrêa; o Vigário Paroquial e Vice-Reitor do Seminário Diocesano, Pe. Fernando Pacheco; o Secretário da visita, Pe. Higor Moraes de Jesus; e o Pe. Wander Santos. O Diácono Permanente, João Luiz de Moraes, participou da celebração.

- Estamos em plena Visita Pastoral. É um momento de graça do qual esperamos que possam ser colhidos muitos e bons frutos. Hoje, já pude me encontrar com alguns grupos. Aos poucos, temos a oportunidade de conhecer mais e melhor a realidade desta paróquia – colocou o Prelado no começo da Celebração Eucarística. Ainda neste momento, apresentou como uma das intenções desta Eucaristia o Aniversário Natalício do Bispo Emérito, Dom Rafael Llano Cifuentes, celebrado neste dia, pendido a Deus por sua vida e saúde.

No começo da homilia, Dom Edney sinalizou que a liturgia deste dia traz tópicos importantes principalmente para uma Visita Pastoral. Tomando como base a Segunda Leitura (1Cor 3,16-23), comentou a respeito do Conselho dado por São Paulo à comunidade de Corinto, para redirecioná-la nos caminhos do Senhor, lhes dizendo que cada um é santuário de Deus no qual habita o Espírito Santo. Em seguida, explicou que as Cartas dos Apóstolos são na verdade os resultados das Visitas Pastorais que eles faziam às comunidades.

Falando a respeito da busca santidade narrada no Evangelho (Mt 5,38-48), apontou a vida comunitária como um dos grandes obstáculos que muitas vezes atrapalham nesta busca, podendo ser ela causa de ruína, mas também um exercício cotidiano para alcançar santidade. “É no encontro interpessoal que se formos humildes começamos a perceber quem somos e quais são os nossos limites. Cada um pode se avaliar e enxergar que é neste confronto de pessoas, que as vezes nos atrapalham e nos tiram um pouco a paz, que vamos descobrindo quem somos”. E acrescentou.

- Nenhum de nós têm o conhecimento pleno das coisas. O outro pode ter muito a me dizer. Por isto, devemos escutar mais uns aos outros. Há muita preocupação em impor as próprias idéias, sem olhar muito que o outro tem a dizer. Isto acaba sendo causa de discussões e nos casos mais graves divisões. Imagine na vida comunitária a experiência destes limites, a que pode levar? Ao crescimento espiritual e ao amadurecimento maior no convívio com outro, mas dependendo do meu fechamento pode ser minha ruína – afirmou complementando que “neste encontro fraterno de pessoas todos nós ganhamos, ninguém perde por estar em comunidade”.

Continuando alertou ao Povo de Deus a respeito das dificuldades encontradas no convício humano, mas estas podem ser superadas com uma boa dose de diálogo, pois cada pessoa traz consigo uma riqueza e só é preciso ter a capacidade de saber valorizar em cada um o que este tem de melhor. “Às vezes é difícil, da mesma maneira em relação a você. O problema é o julgamento que fazemos de nós mesmos sempre benévolo e difícil em relação ao outro”, frisou.

Citando alguns trechos do Evangelho deste dia, sublinhou a famosa frase ‘Olho por olho, dente por dente’, e explicou que Jesus ensina justamente oposto, pois é necessário ultrapassar a própria medida amando a quem de fato incomoda. “O nosso diferencial é ir ao encontro daquele que muitas vezes me incomoda, pois ele vai me ajudar a ser mais santo, a temperar a minha intemperança”. E concluindo, ressaltou aos partícipes que certas orientações dadas na Visita Canônica são bastante preciosas e se levadas para a vida comunitária e familiar tudo se tornara melhor.

Nos minutos finais, o Pe. Jandir agradeceu ao Epíscopo por sua presença na comunidade, apontando este momento como muito importante para o andamento da paróquia. Encerrada a Santa Missa, Dom Edney se reuniu com os casais da Pastoral Familiar, sendo este o último encontro deste dia.

Domingo - Capela Santo Antônio, no Suspiro

As atividades do dia 19/2 começaram com a Santa Missa na Capela Santo Antônio, na Praça do Suspiro. Com início às 9h, a cerimônia foi presidida pelo Bispo e concelebrada pelos Padres Fernando e Higor. Antes da Celebração, o Prelado se dirigiu aos presentes frisando a alegria em ver aquele templo repleto de fiéis, reconstruído após as chuvas de 2011 e com as atividades retomadas. “Ao entrar nesta igreja não tinha como deixar de recordar o dia tão feliz da sua reinauguração. Dou graças a Deus, pois depois de todo aquele período trágico pelo qual passamos e de modo especial esta Capela, tudo se resolveu e ela está de volta, devolvida ao Culto Divino. Isso será sempre motivo de ação de graça para todos nós”.

Dom Edney iniciou a homilia dizendo que as leituras do dia traziam uma exigência que foi imposta desde o dia do batismo de cada fiel.

- Ao sermos batizados somos ornados com a graça santificante que nos dá todas as condições para atendermos ao chamado de Deus, que espera e deseja que sejamos santos. Na primeira leitura de hoje isso fica bem claro logo nos primeiros versículos: ‘Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo’. A santidade, longe de ser um projeto utópico, um sonho, uma fantasia, ela é um ideal de vida. Todo fiel batizado diante de Deus deve nutrir, pelo menos nutrir, o desejo da santidade.

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“Sabemos que estamos longe de alcançar este ideal, mas se não o tivermos não vamos caminhar em sua direção. Não importa quantas quedas, quantos fracassos, importa que não percamos nunca o desejo sincero, verdadeiro, de alcançar aquilo que olhando para nós mesmos imaginamos que seja inalcançável”, afirmou o Epíscopo.

Lembrando o Evangelho do dia (Mt 5,38-48), que nesta ocasião abordava a relação com os inimigos, frisou as palavras de Jesus: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’. “Olhem que desafio à nossa natureza humana colocado diante de nossos olhos por Cristo. Ele ainda diz mais: ‘Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?’ É um exercício que se traduz por um desejo ardente de querermos ser perfeitos’.

- Não devemos criar estereótipos de santidade, porque talvez isso nos atrapalhe muito. Imaginarmos que os santos precisam se enquadrar em uma determinada forma em que os colocamos. Não é verdade! Quando olhamos não as biografias, mas as autobiografias deles, percebemos que não escondem os seus limites, dificuldades, lutas e quedas. Poderia citar muitos exemplos, mas vou ficar com alguns mais clássicos – disse lembrando a vida de diversos santos - São Pedro: quer cometer pecado mais grave que o dele? Afirmar, depois de conviver com Jesus, ‘nunca vi este homem na minha vida’ pois estava com medo da própria pele. E Judas, que era apóstolo, traiu o Senhor. E São Paulo, que era perseguidor dos cristãos, mas foi encontrado por Jesus Cristo numa condição não ideal de santidade.

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- Todas as vezes que recorremos ao Sacramento da Reconciliação, buscamos o perdão de Deus e a restauração da graça santificante do batismo. É exatamente isso! Não vamos apenas acusar os nossos pecados, o que fazemos muitas vezes com grande dor no coração... mas, na acusação dos pecados fazemos uma proclamação do amor, da bondade e da misericórdia que Deus exerceu por nós apesar de pecadores como somos.

Antes da bênção final, Pe. Fernando agradeceu a presença de Dom Edney e da comunidade, ressaltando como era importante a visita canônica para o templo. Após a Santa Missa, os agentes de pastoral da Capela Santo Antônio tiveram um momento de conversa com Dom Edney, que orientou sobre a dinâmica dos trabalhos assim como as diretrizes diocesanas. Na parte da tarde, o Epíscopo se reuniu com o Conselho Paroquial de Pastoral, e com as Pastorais da Juventude e do Batismo. O encerramento da visita aconteceu com a Celebração Eucarística na Paróquia São Francisco de Assis.

Texto e fotos: Grasiele Guimarães e Monara Teixeira
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Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso