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Bispo fala da Campanha da Fraternidade em Sessão Solene

Camara campanha1A Câmara Municipal do Município de Macaé, através de requerimento do Vereador Marcel Silvano, realizou no último dia 26 de fevereiro uma Sessão Solene sobre a Campanha da Fraternidade para refletir o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” à luz da Palavra de Deus “Eu vim para servir” (Mc 10, 45).

A cerimônia, que aconteceu no antigo Palácio da Câmara Municipal Cláudio Moacyr, no Centro da cidade de Macaé, Vicariato Litoral, contou com grande participação do Vigário Episcopal do Litoral, Pe Gelcimar Petinatti, diversos Padres, Diáconos, Religiosas e fiéis leigos e coordenadores de Pastorais e Movimentos da Igreja. A Sessão Solene foi presidida pelo Vereador Marcel Silvano que já foi Coordenador Vicarial da Pastoral da Juventude e atua no Movimento Fé e Política; na sua acolhida manifestou sua alegria pela presença de todos e em especial do Bispo Diocesano, Dom Edney Gouvêa Mattoso, que prontamente aceitou o convite para trazer a palavra de ânimo, coragem e esperança como Pastor da Diocese de Nova Friburgo.

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A Campanha da Fraternidade teve seu início, nos idos de 1964 por iniciativa do então D. Eugênio de Araújo Sales. Hoje, a Igreja retoma nesta campanha as linhas gerais da Gaudium et Spes, que completa 50 anos. “É uma oportunidade que temos para refletir a verdadeira e real intenção do Concílio Vaticano II em seus documentos, que no decorrer dos anos teve interpretações equivocadas a partir de ideologias que divergiram sobre as posições da igreja”. Comentou Dom Edney

E completou:

- A igreja existe na sociedade e não, meramente, está na sociedade; a Igreja é uma parcela da sociedade e tem a missão de ser fermento na massa, sal da terra e luz do mundo. Afim a esta explanação, D. Edney trouxe à luz, com muita clareza, a concepção salutar de um Estado laico, que livra os povos e nações de absolutismos que negam a liberdade das pessoas de professarem livremente a sua fé.

Segundo ele, a laicidade supõe uma relação saudável entre Igreja e Estado, pois garante o direito de atuação da Igreja na sociedade para iluminá-la com as verdades da fé. Já o laicismo, inspirado nas ideologias liberais francesas, propõe um Estado sem garantir a liberdade religiosa, isto é, sem o direito de qualquer pessoa professar livremente a sua fé. O Bispo disse ainda que o laicismo, mentalidade latente em nossos dias é “uma postura ideológica que deseja suprimir a religião pois suas bases são provenientes do ateísmo (...) a laicidade é salutar, o laicismo é desastroso”. E concluiu sua fala encorajando a todos os presentes a assumir a missão de testemunhar Jesus Cristo e seu Evangelho segundo nos pede o Papa Francisco para que sejamos uma “Igreja em saída”.

Para Dom Edney, Bispo da Diocese de Nova Friburgo, a importância da Campanha da Fraternidade, se dá para que os cristãos católicos, pessoas de fé e compromisso com Jesus Cristo, levem a todos o Evangelho que promove vida plena para todos, especialmente para a juventude pobre e negra, a maior vítima da violência, principalmente no Estado do Rio de Janeiro que está no ranking de homicídio de jovens!

Texto: Pe Mauro Nunes – Coordenador de Pastoral do Vicariato Litoral

Íntegra do Discurso do Bispo da Diocese de Nova Friburgo

Excelentíssimo Vereadores da Câmara Municipal de Macaé

Senhoras e Senhores,

Permitam-nos antes de iniciar o tema proposto de realizar uma leitura sobre a Campanha da Fraternidade.

Esta Campanha realizada anualmente pela Igreja Católica no Brasil tem desde o início, o objetivo de despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira e o mundo contemporâneo.

A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser confrontada, sempre com o período Quaresmal como um verdadeiro cenário que permite a todos uma análise pessoal sobre a questão do pecado que está por trás de todas as mazelas da sociedade.

A Campanha da Fraternidade que teve seu embrião no ano de 1057 na cidade de Natal com Dom Eugênio de Araújo Sales e posteriormente em nível nacional no ano de 1063 nunca propagou um objetivo político em sua estrutura, mas somente o interesse de vivenciar a missão da Igreja na defesa pela dignidade da pessoa humana.

O fato da Igreja não envolver-se em temas políticos não implica uma omissão no serviço ao homem, pois nas palavras de São Paulo II ao corpo Diplomático em sua visita à Tanzânia: “a igreja vive com paixão a luta pelo bem da família humana, porém está paixão deriva-se necessariamente e desde sempre do Evangelho de Jesus Cristo e não de ideologias”.

A Campanha da Fraternidade responde à natureza particular da Igreja que é religiosa e humanitária, e seu objeto central de preocupação, em cada situação é a dignidade do ser humano pelo simples fato de sua existência. Esta dignidade é um vem próprio, inalienável e inerente, que não procede nem da Comunidade Internacional, nem do Estado e tampouco da Lei, mas que precede as instituições, leis, acordos e que determina seu valor e retidão.

A partir da dignidade humana, procede a tarefa de defender e de promover as dimensões morais e espirituais da vida pessoal e social, sem as quais os seres humanos não podem alvação a sua plenitude, nem construir uma sociedade que respeite sua natureza transcendente.

Com estas afirmações a Igreja Católica oferece um corpo de Doutrina Social que orienta a seus fiéis no reconhecimento de cada homem como um cimento para vida social e desta forma a Campanha da fraternidade é um instrumento na vida nacional de alerta para o progresso da pessoa humana e sociedade dos valores universais: como a paz, solidariedade e liberdade.

Com esta introdução percebemos o verdadeiro sentido da Campanha da fraternidade, ou seja, defender o homem e a imagem de Deus que está nele.

Fraternidade: Igreja e sociedade

O tema proposto para o vigente ano encontra-se no marco do diálogo entre a Igreja e a sociedade, oferecido pelo Concílio Vaticano II há cinquenta anos atrás, sendo um convite à reflexão sobre o papel da Igreja Católica como voz da consciência, pois segundo as palavras do Papa Francisco “a Igreja não pode ser indiferente às necessidade daqueles que estão ao seu redor”.

A presença da Igreja como fermento na sociedade nos abre a oportunidade de refletir sobre a laicidade do Estado em detrimento às falácias do laicismo que afirma a religião circunscrita ao âmbito da vida privada ou do templo, e não admite que nem sequer um indivíduo, um cidadão livre, possa expressas, na vida pública, posições inspiradas nas suas convicções ético-religiosas.

Chama-se “Estado laico” aquele que não é confessional, isto é, que não adotou – como era comum nos séculos passados – uma religião como religião oficial do Estado. A laicidade do Estado fundamenta-se na distinção entre os planos secular e religioso, regando segundo o Concílio Vaticano II, um mútuo respeito pela autonomia de cada parte.

O princípio da laicidade comporta, portanto, o respeito de todas as confissões por parte do Estado, o qual deve “assegurar o livre exercício das atividades de culto, espirituais, culturais e caritativas das comunidades dos crentes, Numa sociedade pluralista, a laicidade é um lugar de comunicação entre as diferentes tradições espirituais e a nação”.

A presente Campanha da Fraternidade nos convida à compreensão de que o princípio sadio da laicidade pressupões a independência (não dependência) do Estado em relação a qualquer igreja ou comunidade religiosa; bem como a não intervenção em assuntos estritamente religiosos, de competência exclusiva das igrejas e comunidades, assim como o respeito, por parte do Estado, do direito à liberdade religiosa, reconhecida pela Declaração dos Direitos Humanos da ONG, de 10 de dezembro de 1948.

Com o lema “Eu vim para servir”, a Igreja Católica no Brasil ressalta que a laicidade, bem estendida, não pode significar que os católicos e os membros de outras confissões religiosas devam abster-se de basear-se na “lei moral” em atuação social e pública, por exemplo, na defesa do valor da vida humana desde o início até o seu acaso, da família, educação e justiça social. Esta são valores não negociáveis que compreendemos como serviço à promoção do bem comum.

Diante de tantos desafios no mundo hodierno pretendemos evidenciar que a separação entre a Igreja e o Estado, a “laicidade do Estado”, não significa, que o Estado negue à Igreja o direito e o dever de contribuir para o bem da sociedade, ou que se impeça aos católicos de terem suas opiniões, de defende-las e de cumprir como a sua responsabilidade e o seu direito de participar na vida pública, como qualquer cidadão, pois existem valores não negociáveis que sua defesa é serviço à humanidade.

Um Estado que não respeitasse um espaço para a Igreja na sociedade, teria acabado com a democracia; cairia no sectarismo, no totalitarismo ideológico e prático.

Já ao término de nossa intervenção gostaríamos de agradecer a esta egrégia instituição por abrir suas portas a uma reflexão de tamanha envergadura e importância no cenário nacional, sendo nosso desse reafirmar a partir da Campanha da Fraternidade o dever do cristão de dar . “testemunho público de sua fé” contra a mentalidade do convencional e negociável.

Muito Obrigado

Dom Edney Gouvêa Mattoso

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PARÓQUIAS DA DIOCESE

 

Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso