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A voz do pastor

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Especialistas em proximidade

A voz do pastorCaros amigos, para cooperar na salvação da humanidade, Deus sempre escolheu homens para serem os guias de seu povo. Não somente com aquela liderança visível, que é própria da hierarquia, mas também por leigos e leigas que por caminhos discretos passam desapercebidos por muitos, mas deixam uma profunda marca na comunidade.

Seja no exercício da vida pública e social, seja na intimidade do lar, ou no cumprimento da vocação religiosa, somos chamados a sermos discípulos de Jesus, e como André (cf. Jo 1, 39-42) e tantos outros que conduzem nossos irmãos e irmãs a encontro do Mestre.

Muitos santos e santas assumiram em sua vida a missão de pastorear. Um belo e eficaz exemplo é Maria, a mãe de Jesus. Ela não teve nenhum poder hierárquico dentro da Igreja, porém, ninguém marcou tanto a história do Cristianismo com sua vida e exemplo como a Virgem.

Em todo caso, seja por ofício ou por um carisma especial, os que exercem funções pastorais na comunidade devem ser uma luz para os problemas mais imediatos de seu tempo. E, o nível de suas respectivas responsabilidades é proporcional à função recebida, seja pelos exemplos que atraem, seja pelas palavras que edificam.

Independentemente de sua posição no Corpo Místico de Cristo, nenhum cristão pode perder de vista esta “vocação de serviço”, que é dever de caridade para com o próximo e nos aponta para Jesus Cristo, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28), dando a vida pelas ovelhas (cf. Jo 10). Por isso, é inadmissível que conservemos no coração aquelas amargas palavras do velho Caim: “acaso sou eu o guarda do meu irmão?” (Gn 4, 9). Devemos sustentar nossa resposta afirmativa: Sim, somos os guardiões de nossos irmãos. E deste encargo daremos contas a Deus!

O Papa Francisco, num diálogo informal com alguns reitores brasileiros os exortou que um bom pastor deve ser especialista em proximidade (cf. Vídeo publicado pela Organização dos Seminários e Institutos do Brasil, 13 nov. 2019). Sempre unido a Deus pela vida de oração, ao Bispo e ao magistério da Igreja, ter uma sadia convivência com os irmãos e ir ao encontro de todos os que tem sede da Palavra de Deus.

Muitos discípulos se perdem numa falsa necessidade de autopreservação, extrapolando o que é justo e sadio, para viver um “egoísmo piedoso”. Para estes, é necessário dizer que o comprometimento comunitário não é a antítese da alegria, mas justamente a condição para a autêntica realização pessoal. Pois, aquele que só ajunta para si, ainda não entendeu a lógica do Reino dos Céus e nem da própria existência.

Um dia, inevitavelmente, deixaremos tudo para trás. O discípulo é aquele que aceita livremente a proposta do Reino e caminha junto com os irmãos para o termo feliz da história, onde seremos recolhidos como único rebanho no aprisco do único Pastor.

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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PARÓQUIAS DA DIOCESE

 

Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso