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Nossa missão é unir o que está dividido

A voz do pastorCaros amigos, o resultado das eleições no primeiro turno, dentre muitas coisas, evidenciou o grande poder de influência das redes sociais. Elas mudaram a forma tradicional de fazer política, principalmente pela agilidade na transmissão de informações.

Infelizmente no universo da comunicação digital, o controle sobre o que é falso e verdadeiro é quase nulo. Muitas notícias são compartilhadas sem a mínima preocupação com a integridade da sua origem. Neste turbilhão de informações, cabe ao cidadão ponderar o que lê e filtrar o que compartilha.

Aproveitando a falta de fiscalização, alguns grupos partidários, cedendo à tentação do poder e a facilidade de driblar a ética, fazem uso deste eficiente meio para disseminação de falsas notícias, prestando um verdadeiro serviço de desinformação. Práticas como esta, fazem com que o amor à pátria, o respeito ao próximo e o desejo de um futuro melhor, cedam lugar aos discursos apaixonados alimentados pelo ódio.

Já no primeiro turno, o país mostrou-se dividido por uma das campanhas mais polarizadas da história recente. Neste contexto de posições rígidas e disseminação de falsas notícias, frequentemente surgem mal-entendidos que podem desembocar, inclusive, em violência mortal.

É lamentável que, no afã de manifestar suas próprias posições, algumas pessoas se esqueçam que somos todos irmãos. Testemunhamos muitas vezes, nestes últimos dias, ações extremas na defesa de posições partidárias que faltam com a caridade e a tolerância. As diferenças políticas estão ultrapassando o campo subjetivo e ferindo as relações entre os indivíduos de uma mesma nação e de uma mesma família.

São João Paulo II, ao denunciar a influência do relativismo ético sobre os atuais programas democráticos, afirma que “se não existe nenhuma verdade última que guie e oriente a ação política, então as ideias e as convicções podem ser facilmente instrumentalizadas para fins de poder (...). Num mundo sem verdade, a liberdade perde a sua consistência, e o homem acaba exposto à violência das paixões e a condicionalismos visíveis ou ocultos” (Centesimus Annus, 46)

Todo candidato que na luta pela vitória no pleito eleitoral fere a verdade e ignora princípios morais universais, apresenta-se como inimigo da democracia. “Se a ação política não se confrontar com uma instância ética superior, iluminada a sua vez por uma visão integral do ser humano e da sociedade, termina por ser submetida a fins inadequados, se não ilícitos” (Bento XVI). A verdade é o melhor antídoto contra os fanatismos ideológicos.

É preciso vencer a tentação do confronto agressivo e fútil. Uma política que produz frutos de paz e harmonia é responsabilidade de todos. O mundo atual carece de profetas da verdade na defesa da ética e das normas morais universais, fundamento inabalável e sólida garantia de uma justa e pacífica convivência humana e da sadia democracia (cf. Veritatis splendor, 96).

A missão da Igreja é evangelizar e promover a consciência política do povo de Deus. Por isso, conclama seus filhos a zelarem pela unidade de toda a nação, extirpando toda intolerância pela boa disposição e paciência em ouvir opiniões opostas. Não se constrói um país melhor, com condição digna para todos, se forem desfeitos laços de amizade, fraternidade e corresponsabilidade.

Que a Virgem de Aparecida, Rainha e padroeira do Brasil, estenda seu manto sobre nossa nação e intercedendo a Seu Filho, livre-nos de toda espécie de violência e nos ensine a viver como irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso