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Comunicar a verdade

A voz do pastorCaros amigos, a era atual é marcada por inúmeros avanços tecnológicos, principalmente no campo da comunicação social. O advento da informática estreitou as distâncias entre os homens, o que passou a exigir um novo ordenamento do tempo, a fim de entender, avaliar e responder em instantes cada vez mais rápidos a enxurrada de informações recebidas todos os dias.

Em uma ótica positiva, esta dinâmica beneficia o diálogo e a proximidade entre os homens, renovando o sentido de unidade da família humana e impelindo a solidariedade e um compromisso sério com um modo de viver mais próximo. Concomitantemente, despontam aspectos problemáticos como a dificuldade de reflexão e discernimento diante da extrema velocidade com que recebemos as informações e o fechamento numa esfera que corresponde apenas às próprias expectativas e ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e econômicos (cf. Mensagem para o 48º dia mundial das comunicações sociais).

Merece destaque o crescimento das chamadas redes sociais, que vão se tornando parte do próprio tecido da sociedade. Apesar de serem importantes ferramentas de inclusão, de ampliação da democracia e de aproximação entre as pessoas, podem favorecer ações de criminosos, mercenários, ressentidos e alienados, que usam da eficácia destes meios para disseminação do ódio e da discórdia.

Atualmente, no mundo da comunicação é preciso redobrar o cuidado com as informações infundadas, as conhecidas fake News, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, que pretendem criar e modelar a opinião pública na correspondência aos apelos das emoções e das crenças pessoais, em detrimento da razão e da objetividade.

A propagação dessas imprecisões “pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos” (Mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais).

Diante deste quadro surgem interrogações inquietantes: onde está a verdade? Como chegar até ela ou descobri-la na enxurrada de informações que recebemos a cada momento?

O Papa Francisco chama atenção para o perigo dos compartilhamentos sem uma prévia confirmação da veracidade dos fatos e avalia que ninguém pode se eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. É uma tarefa árdua, já que estes discursos geralmente são deliberadamente evasivos e sutilmente enganadores, sendo despejados nas redes de forma abundante, sagaz e muito veloz, o que dificulta uma avaliação séria da veracidade da mensagem.

A luta por desmascarar estas falsas verdades passa por “iniciativas educativas que permitem aprender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação (...) o antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade” (idem).

Todo cidadão de bem deve servir à verdade e cultivar sempre a autenticidade, inclusive no mundo digital. É fundamental, após verificar a veracidade dos fatos, discernir se a informação a ser compartilhada favorece a comunhão, promove o bem e conduz a uma reflexão consciente e madura ou se dissemina o ódio, a violência e a injustiça em suas múltiplas manifestações.

A verdade que procuramos comunicar não pode ter seu valor medido por sua popularidade, número de likes, views ou compartilhamentos que recebe. O que realmente importa é torna-la conhecida em sua integridade, e não simplesmente aceitável por satisfazer a avidez dos sentidos e das emoções. Ao assumirmos a responsabilidade de comunicar a verdade, os meios empregados, principalmente as redes sociais, serão diligentes instrumentos a serviço da unidade e da promoção da paz.

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso