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A voz do pastor

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Discurso no encontro ecumênico na Igreja Luterana pelos 200 anos de Nova Friburgo

A voz do pastorSinto-me lisonjeado em proferir estas palavras nesta histórica ocasião que nos brinda a comemoração dos 200 anos de Nova Friburgo e gostaria, em primeiro lugar, de expressar ao Reverendo Pastor Geraldo Graf a nossa saudação, fazendo presente o Papa Francisco, que grande cercania espiritual tem para com a vossa confissão e dentro de um mês realizará sua peregrinação ecumênica à Genebra, assim como o augúrio dos católicos friburguenses.

Este encontro em memória da religiosidade firmada naquele célebre Decreto da Constituição da Colônia de Suíços nestas terras brasileiras, é um precioso momento que não somente auxilia a revisão da relação com Deus e o próximo, mas faz com que todos se encontrem como homens e mulheres que buscam a face de Deus.

Todos os aspectos desta fecunda jornada muito nos ajudam agradecer a vinda dos primeiros católicos e luteranos que plantaram neste solo as sementes da fé e das práticas cristãs, porém a nossa gratidão deve estar acompanhada pela reparação e o pedido de perdão pelas inúmeras vezes as quais não fomos sensíveis às diferenças e segundo as palavras de São João Paulo II, não recordamos o essencial da nossa harmonia na fé, ou seja, o Batismo e a Cruz de Cristo, “os laços espirituais” que nos unem.

Se esta auspiciosa noite nos proporciona a jubilosa oportunidade de recordarmos os nossos laços espirituais, então, gostaria de abranger a nossa reflexão sobre o respeito entre as religiões e sua importância na sociedade moderna de Nova Friburgo. Somos cônscios que todas as religiões não são iguais, mas temos uma convicção de que todos os homens religiosos são iguais no imperativo desejo de buscar a Deus. O coração de cada ser humano leva inscrito em suas entranhas o mais íntimo desejo de paz e no momento em que o mesmo coração palpita com os batimentos da verdade, bondade e beleza para as quais fomos criados, é inegável que todas as religiões possuem uma base sólida de respeito, pois a partir de seus crentes podem oferecer um especial testemunho do que é justo e bom, ao recordar a origem comum e a dignidade da pessoa humana como ápice do desígnio criador de Deus para o mundo e a história.

O respeito entre as religiões cristãs – o ecumenismo – muito mais do que o sentimento de tolerância que pode camuflar uma certa indiferença, contribui na compreensão da relação essencial entre Deus e o mundo. Se nos dias atuais muitas vezes percebemos a sociedade no caminho contrário ao ordenamento divino e à lei natural, denota que estamos nos mobilizando pouco através do diálogo para cultivar o bem, e desta forma, potencializar a razão humana na peleja em prol da concordância entre as coisas criadas.

As religiões necessitam evidenciar a razão humana como dom de Deus! Através da razão devemos gerar uma forte cultura de diálogo e encontro que perpasse aos valores fundamentais da dignidade humana, da paz, da liberdade e da solidariedade. Portanto, no intercâmbio dos mais elevados ensejos é que elucidaremos ao homem moderno o quanto as religiões não são nocivas, mas benéficas à sociedade civil. As relações ecumênicas, pilares da nossa unidade, devem auxiliar o Estado numa percepção: as diferentes denominações religiosas protegem a sociedade dos egoísmos individuais ou coletivos, oriundos das manipulações ideológicas.

O respeito entre as tradições religiosas deve refletir em todas as civilizações que o diálogo conduz à mútua apreciação e que para tal desafio são imprescindíveis dois elementos, isto é, autêntica escuta e verdadeira estima. Todo labor e cooperação em prol do bem comum se exercitará com a verdade e enriquecerá a cultura com os conhecimentos concernentes à justiça, reconciliação e progresso.

Como homens de fé não podemos fechar os olhos à realidade que nos circunda com as suas luzes e sombras, porém gostaria que víssemos esta noite como uma pequena lâmpada de esperança que deve refletir nos caminhos de Nova Friburgo um futuro melhor com a união, cooperação e profundo diálogo entre católicos e luteranos. União, respeito e diálogo são as atitudes que nos ajudarão aceitar as nossas diferenças para gerar amorosa fraternidade diante da mirada misericordiosa de Deus, cuja presença é tão central em nossa atitude de fé.

Façamos deste encontro um verdadeiro paradigma de educação pela paz, à sombra do septuagésimo aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, e mostremos ao mundo que católicos e luteranos renunciam ao uso da distância como método para solucionar as discrepâncias. Deus escutará a sinceridade de nossa reta intenção e nos premiará com a Sua generosidade. Ele é generoso!

É neste espírito que reitero com viva emoção, caríssimos amigos cristãos, os meus votos de um frutuoso festejo do bicentenário de Nova Friburgo, não somente abrindo as portas de nossa casa para sempre receber-vos, mas acima de tudo os pórticos de nosso coração. Muito obrigado!

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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PARÓQUIAS DA DIOCESE

 

Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso