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A voz do pastor

17/01/2018, 00:43
procurai-a-paz-com-todosCaros amigos, a boa convivência é parte essencial de nossa vocação cristã. Sua fonte é a perfeita...
10/01/2018, 20:44
a-paz-e-fruto-da-justica-e-da-verdadeCaros amigos, tratamos em nossa última reflexão sobre a responsabilidade que cada um deve assumir para...
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construir-a-pazCaros amigos, mais um ano se inicia e, com ele, se renovam nossas esperanças por um mundo de paz e...
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hoje-nasceu-para-nos-o-salvadorCaros amigos, aproxima-se o Natal. Na cidade, é notória a mobilização das pessoas: o clima natalino...
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o-3-bispo-diocesano-e-nossa-senhora-de-guadalupeCaros amigos, hoje, dia 12 de dezembro, celebramos Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu ao índio São...

O dom da vida

A voz do pastorCaros irmãos, vivemos em tempos sombrios no que diz respeito à defesa da vida, desde o seu primeiro momento até seu fim natural. Sinais como o aborto, a eutanásia, o suicídio, as armas químicas e a ameaça de uma guerra nuclear são algumas das notícias que lemos nos jornais nos últimos meses. Também encontramos, nestas mesmas mídias, opiniões e argumentos contra e a favor em relação a todas estas práticas. Alguns dizem, inclusive, que a fé é a única voz impostada contra tais atrocidades.

É importante dizer que a fé é verdadeiramente uma luz que ilumina a razão em sua busca pela verdade, mas de nenhum modo “substitui” a razão. A fé não é e nem pode ser irracional, mas só é possível em seres racionais. Não é uma contradição da ciência, mas uma ajuda na autêntica pesquisa científica. A ciência também ilumina a inteligência humana e em nenhum dos casos citados pode ser cientificamente negado que se trata da “morte intencionalmente provocada de seres humanos". A justificação de qualquer uma dessas práticas é o que chamamos de “cultura de morte”.

Muitos eufemismos podem ser utilizados: interrupção da gravidez, questão de segurança nacional, controle populacional, contracepção, legítima defesa, bem comum, direitos do homem e até mesmo “misericórdia”. Mas a realidade é sempre a mesma: assassinato! Afirma o Concílio Vaticano II a este respeito: “Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador”. (GS, 27)

São João Paulo II fala acerca deste “sentimento fratricida” em sua emblemática encíclica sobre o valor inviolável da vida humana, Evangelium Vitae: “Com o pecado, o homem revolta-se contra o Criador, acabando por idolatrar as criaturas: «Veneraram a criatura e prestaram-lhe culto de preferência ao Criador» (Rm 1, 25). Deste modo, o ser humano não só deturpa a imagem de Deus em si mesmo, mas é tentado a ofendê-la também nos outros, substituindo as relações de comunhão por atitudes de desconfiança, indiferença, inimizade, até chegar ao ódio homicida. Quando não se reconhece Deus como tal, atraiçoa-se o sentido profundo do homem e prejudica-se a comunhão entre os homens” (n. 36).

Deste modo, percebe-se que o zelo com a natureza começa com a adoração ao Criador e o cuidado com a vida humana, Sua imagem e semelhança. Fora desta lógica não há sentido na preservação do restante da natureza.

Dom Edney Gouvêa Mattoso, Bispo Diocesano de Nova Friburgo
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Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso