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A VOZ DO PASTOR

O Fruto da Esperança

Caros amigos, no dia 01 de novembro a Igreja celebrará a Solenidade de Todos os santos e em 02 de novembro a Comemoração de todos os fiéis Defuntos. Tais festas, aparentemente tão distintas têm em comum a esperança e a aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1818).

A doutrina católica afirma que este desejo de felicidade, alimentado pela virtude da esperança, encontra sua plena realização no cumprimento das promessas de Cristo de um novo céu e uma nova terra.

Em contrapartida, o pensamento marxista, manifesto pelo ateísmo atual, sustenta que a esperança cristã afasta o homem da realidade e da construção de um mundo melhor, já que estimula a expectativa quimérica de uma vida futura.

Este modo de pensar é incapaz de alcançar a concretude da religião, pois a vê como um mecanismo da mente humana para suportar o peso da existência e a angústia diante de certas questões que envolvem a vida humana, tais como a morte e o sofrimento.

Contudo, o pensamento cristão entende que a esperança da vida futura não diminui a importância das ações humanas na construção do agora, mas apoia o seu cumprimento.

Quando se extingue o fundamento divino da vida humana e a esperança da vida eterna, a dignidade do homem é ferida gravemente. A esperança sede lugar ao imediatismo e o valor de cada pessoa é reduzido à sua capacidade de produzir. Por este raciocínio, podemos chegar à origem de ideologias que, na defesa de um mundo melhor, são capazes de defender o aborto, a eutanásia e as mais absurdas ações eugênicas, como a manipulação embrionária.

O Concílio Vaticano II, atento às palavras exortativas de Jesus – “que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruina?” (Lc 9,25) – reforça que “a esperança de uma nova terra, longe de atenuar, antes deve impulsionar a solicitude pelo aperfeiçoamento desta terra. Nela cresce o Corpo da nova família humana que já pode apresentar algum esboço do novo século” (Gaudium et Spes, 39).

Sem dúvida, o progresso terreno é diverso da propagação do Reino de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, são intimamente relacionados. Na medida em que o progresso humano reflete na organização da sociedade a defesa dos valores da dignidade humana, da comunidade fraterna e da liberdade, cresce em nosso meio o “reino de verdade e vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz” (Prefácio da Festa de Cristo Rei).

O Papa Francisco, ao refletir sobre a esperança, nos ajuda a compreender que a certeza do Céu e da Felicidade eterna não faz do cristão um ser estático diante das urgências do cotidiano, mas o faz caminhar, torna-o agente da construção deste reino esperado. O Pontífice explica que a “esperança é concreta, é de todos os dias porque é um encontro. E todas as vezes que encontramos Jesus na Eucaristia, na oração, no Evangelho, nos pobres, na vida comunitária, todas as vezes damos um passo a mais rumo a este encontro definitivo” (Homilia, 23 out. 2018).

As celebrações de Todos os Santos e dos fiéis defuntos expressam a fé da Igreja na vida que se perpetua após a morte. Ciente de que este mundo é passageiro e que esperamos uma realidade futura (cf. Hb 13,14), busquemos viver, sem negligenciar os deveres terrestres, a construção, no agora da nossa existência, a vida eterna que nos espera. Pois, na verdade, já experimentamos o céu que aguardamos, quando vivemos nossas relações pessoais e sociais fundamentadas pelos valores evangélicos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso,
Bispo Diocesano de Nova Friburgo
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Pensamento da Semana

 O que nos dá alegria e nos aproxima de Deus devemos buscar para os irmãos.

Dom Edney Gouvêa Mattoso