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Santificação do Clero


Caros Dom Paulo, Dom Luiz e irmãos sacerdotes, paz e bem!

Esta semana estaríamos reunidos ao redor do altar do Senhor celebrando o Dia da Santificação do clero. Unindo as nossas vozes em prece, salmodiando o breviário, estendendo juntos as nossas mãos em direção às oblatas sobre o altar, cantando e até rasgando os nossos corações em confissão uns aos outros.

Pois bem! Este ano nossa comunhão dar-se-á em outra configuração. Não estamos dispensados da comunhão presbiteral. Ao contrário, somos chamados a reafirmar nossa comunhão e socorremo-nos ainda mais, se preciso for, com as necessidades que cada um encontra em sua missão, vemo-nos obrigados a reinventar-se como eleitos do Senhor na nossa nobre missão de anunciar com a vida e as palavras o Mistério da fé, proclamando que Jesus é o Senhor!

Acredito que estejamos todos tocando os nossos limites e buscando o que temos a oferecer. Por nós mesmos teríamos muito pouco, quase nada, ou nada. Mas, “Deus, Santo e Santificador único, quis assumir homens como sócios e auxiliares Seus para servirem humildemente à obra de santificação” (Presbiterorum Ordinis, 5). Que precioso mistério! Que eleição sublime, a qual não temos palavras e obras para agradecer!

Deus, que nos chamou um dia, continua convidando-nos a dar passos cada vez mais firmes e ousados na simplicidade do nosso dia a dia. Não precisamos fazer milagres e nem coisas fora do nosso alcance. Precisamos apenas ter a coragem de permanecer num passo firme, contínuo e sereno, seja nas brisas suaves, seja nas tempestades, que se apresentam e surpreendem-nos muitas vezes.

Recordamos que muito mais que dias e momentos de recolhimento para o nosso crescimento humano espiritual, santificamo-nos no exercício do nosso ministério. Retiros e horas de piedade tem um grande valor. Contudo, é certo o que nos diz a canção, “sempre fica um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas.”. E assim santificamo-nos na perseverança, onde o que parece pequenas gotas, que jorramos na nossa limitada humanidade, são verdadeiras cascatas de graças do sacerdócio de Cristo que não podemos ver. E permanecem sendo cura e libertação na continuidade do plano salvífico. Somos escada que conduz ao Céu. Elevamos as pessoas. Conosco elas podem sair das múltiplas baixezas e alcançar os altos cumes da dignidade, espiritualidade e virtudes. Somos a escada da ascética e da misericórdia para os místicos e pecadores.

Neste ano, o presbitério de nossa diocese, junto ao laicato, renova-se com a chegada do seu quinto Bispo Diocesano, Dom Luiz Antônio Ricci. Nós sacerdotes, cooperadores da ordem episcopal, alegramo-nos com a sua vinda e abrimo-nos à experiência de “enxergar com os seus óculos” que certamente renovará o nosso ministério como novas reflexões e diretrizes. Que a santificação do nosso clero deste ano seja motivada por esta novidade que Deus e a Igreja nos dá! Elevamos nosso louvor ao Senhor também pela vida de Dom Paulo, que batizou nossa diocese, como Diocese da Alegria, fomentando neste breve período tantas coisas boas, com seu carisma contagiante!

“Eis aí a tua Mãe”. Estas palavras de Nosso Senhor devem estar sempre presentes em nossa vida. Para que permitamos ser formados pelo modelo de entrega de Nossa Senhora! Para que tenhamos sempre a confiança na sua maternal intercessão! E sobretudo, pedindo como filhos, que ela nos ensine a continuar gerando e apresentando Jesus ao mundo!


Nova Friburgo-RJ, 18 de junho de 2020


Pe. Yves Barcellos Mozer
Coordenador da Pastoral Presbiteral
Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Duas Barras


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