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60 anos de história


Celebramos com grande alegria o Jubileu de Diamante de nossa querida Diocese. Há 60 anos, divinamente inspirado e atento à necessidade espiritual e pastoral desta parcela do Povo de Deus, o Santo Padre João XXIII criou na Bula Quandoquidem Verbis esta Igreja Particular.

Desde o dia 26 de março de 1960, somos testemunhas da abundância da ação da Graça de Deus que, agindo em nossas vidas, marcou e continua marcando nossa história.

Nesta tão importante comemoração, recordamos com especial solicitude e viva oração aqueles que receberam a importante missão de pastorear e fazer crescer o Reino de Deus nestas terras. Dom Clemente José Carlos Isnard, OSB, Dom Alano Maria Pena, OP, Dom Rafael Llano Cifuentes e Dom Edney Gouvêa Mattoso, são homens que doaram suas vidas pela missão que lhes foi confiada. Cada qual com suas características e talentos contribuíram para a evangelização e organização desta Igreja Particular.

Hoje, compondo uma parte importante de nossa história, encontra-se Dom Paulo Antônio De Conto, nomeado Administrador Apostólico pelo Papa Francisco, sendo sinal da vontade de Deus conduzindo as ações evangelizadoras e orgânicas desta Diocese. Ao epíteto de Diocese da Alegria, Dom Paulo marca um passo importante no percurso missionário de todos nós.

Lembramos também todos os sacerdotes, religiosos e religiosas, leigos e leigas, consagrados e consagradas que deram a vida pelo anúncio do Evangelho pelos quatro cantos desta extensa Diocese, composta por 19 municípios.

Neste sentido, iniciaremos uma série de textos que que nos farão recordar alguns destes homens e mulheres que ofertaram suas vidas e dons pelo anuncio da Boa Nova da Salvação. Será impossível mencionar todos os que fazem parte destes 60 anos de história, mas consola-nos a certeza de que todos nós formamos este corpo vivo que tem Cristo como Cabeça, assim louvando os feitos de um só membro louvamos todo o corpo.

Quis a providência divina que nesta tão marcante celebração estivéssemos impedidos de nos reunir fisicamente. Com toda certeza foge a nossa compreensão os planos de Deus, mas, ao mesmo tempo, somos movidos a exercer nossa fé na Comunhão dos Santos. Apesar de estarmos afastados fisicamente, celebramos como um só corpo.

Descortina-se aos nossos olhos uma realidade urgente no tempo que vivemos. É preciso ter sempre em mente que “evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da Sua morte e gloriosa ressurreição” (Evangelii Nuntiandi, 14).

Se faz, pois, imprescindível que todos nós tomemos a firme decisão missionária de levar Cristo aos irmãos, continuando a escrever a história de salvação reservada a esta parcela da Igreja Universal. Ninguém “deve se isentar de entrar decididamente, com todas suas forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (Documento de Aparecida, 365).

Enfim, esta nossa homenagem alia-se ao pedido de nunca deixarmos de procurar, encontrar e amar a Cristo, centro de nossa vida evangelizadora. E de olhar sempre para nossa história buscando encontrar os sinais da presença de Deus.

Com o coração em Deus e a Intercessão da Virgem Imaculada Conceição, somos chamados a seguir adiante na comunhão com o Papa buscando oferecer a Nosso Senhor o comprometimento de fazer da adversidade um instrumento de unidade.


Nova Friburgo-RJ, 26 de março de 2020


Pe. Aurecir Martins de Melo Junior
Administrador da Paróquia N. Sra. da Assunção
Coordenador Diocesano da PASCOM


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